quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cine Club, o cinema invadiu a Vila da Cultura


a volta do cinema em Paulo Afonso. Durante a semana cultura da Vila da Cultura foram exibidos vários filmes, tendo sempre suas exibições repletas de pessoas que puderam reviver e sentir um velho prazer do passado: Ir a Um Cinema!
entre os filmes que foram exibidos detaque para o filme Busca, película realizada em super 8mm, na década de 70, com a direção de Osvaldo Maciel e a participação dos atores Murilo Brito, Jorge e Adelaíde.
a película original, recentemente encontrada em um velho porão, hoje faz parte da coleção do escritor João de Sousa Lima.

Vila da Cultura.


público prestigia todas as atrações da Vila da Cultura, em Paulo Afonso, Bahia, evento que terá seu apogeu com a comemoração do aniversário de 52 anos da cidade.

Vila da Cultura e o estande do Cangaço


peças da época do cangaço foi um dos grandes atrativos durante a semana cultural de Paulo Afonso.

Museu Gonzagão


Luiz gonzaga teve sua Homenagem através de Guilherme que fez uma concorrida mostra com pertences do Rei do Baião.
sucesso de público e crítica.
a vila da cultura tem que se tornar um evento não anual e sim diário. Só através da cultura e da oportunidade pelas politicas públicas poderemos um dia deixar nossas contribuiçãoes com as gerações que virão.

Vila da Cultura.


Izael de Jesus e Silvinha Piancó entrevistam o escritor João de Sousa Lima, momento registrado pelas lentes do site "MAIS FESTA".

Vila da Cultura e o estande do Cangaço


semana cultural de Paulo Afonso atrai enorme multidão durante todos os dias do evento.
no momento tivemos os estandes da Literatura, cangaço, Luiz Gonzaga, Artes Plásticas, oficinas de danças, peças teatrais e muitos sanfoneiros, além das bandas 14 Bis, Clã Brasil, A Cor do Som e José Augusto.
sucessu total.

Vila da Cultura e o encontro com personalidades.


Domingos Nogueira e João de Sousa Lima com os criadores da banda Clã Brasil.
a Vila da Cultura atraiu artistas e público, caracterizando uma nova realidade para a cidade de Paulo Afonso, que necessitava urgente de um movimento que unisse as diversas artes e artistas em prol do crescimento de uma cidade e da divulgação de trabalhos até então sem espaços específicos para cria~ção e divulgação.

Vila da Cultura e o estande do Cangaço


Anílton Bastos posa junto a equipe do espaço do cangaço, durante a semana da Vila da Cultura.
na foto: Eduardo Cruz, Gisa, Ana, João Lima, Anílton e Gildete.

Vila da Cultura e o estande do Cangaço


O escritor João Lima ladeado pelo guia de turismo Eduardo Cruz e o diretor do Grupo Aguas Radicais Luciano Moura.
o estande do cangaço além de um dos mais visitados serviu de ponto de encontro dos artistas da terra, sempre prontos para um rápido bate papo.

Vila da Cultura e o estande do Cangaço


o poeta Jotalunas visita o estande do cangaço durante a semana na Vila da Cultura.
Jotalunas é um dos idealizadores do evento Na Mala do Poeta, sucesso consolidado e que retorna nesse dia 30 de julho, no clube CPA.

Estudiosos do cangaço vindos de Belo Horizonte visitam em Paulo Afonso a Vila da Cultura


Estudiosos do Cangaço visitam a Vila da Cultura, entre eles Nely Conceião, filha dos cangaceiros Moreno e Durvinha, na foto ladeada pelo escritor João de Sousa Lima e o xilógrafo Luiz.

Vila da Cultura e a Homenagem a Luiz Gonzaga, o Rei do baião


Guilherme, curador do Museu Gonzagão, de Serrinha, Bahia,
realiza uma das mostras mais visitada da Vila da Cultura, em Paulo Afonso, Bahia.
o sucesso do evento já incentiva para uma segunda edição em 2011.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Luiz Gonzaga, o Rei do Baião é homenageado em Paulo Afonso, Bahia, durante o evento Semana Cultural


 

A majestade do rei do baião não lhe caiu do céu nem foi obra do autoritarismo de algum déspota. Luiz Gonzaga, o Seu Lua, conquistou o reinado com a criatividade de quem transformou a vida dura do sertanejo em melodia, alegrando toda gente com seu modo inconfundível de tocar, e arrebatou multidões. A coroa lhe foi concedida em 1945, quando fez, do somatório do choro da sanfona, do grave da zabumba e do agudo do triângulo, nascer o baião. Tornou-se o grande difusor desse ritmo e levou o Nordeste à primeira divisão do repertório nacional. O jornalista Carlos Rennó, que fez um site sobre a vida e a obra do compositor (www.uol.com.br/ luizgonzaga), explica que a origem desse gênero vem do cancioneiro popular nordestino. Chama-se "baião" o rápido intervalo de que, quase imperceptivelmente, o repentista lança mão entre uma parte e outra do improviso. "O termo baião, sinônimo de 'rojão', designa as células rítmicas que o violeiro-cantador toca na viola, ao afinar o instrumento, antes de começar a cantar", esclarece Rennó. "É o mesmo som que faz quando, no meio do desafio, espera vir a inspiração para novos versos. Com esse ritmo, ele preenche o espaço entre uma estrofe e outra." O casamento bem-sucedido dos tradicionais instrumentos das toadas sertanejas foi a primeira consagração da genuína música do interior nordestino pelo País afora. "Dentre aqueles gêneros diretamente criados a partir da matriz folclórica, está o baião e toda sua família", escreveu Gilberto Gil no prefácio da biografia Vida do Viajante: a Saga de Luiz Gonzaga, de Dominique Dreyfus (Editora 34). "E, da família do baião, Luiz Gonzaga foi o pai." E a prole é grande. A começar pelo próprio Gil, o legado de Luiz Gonzaga se estendeu a nomes que, hoje, brilham na MPB. Descendentes diretos e indiretos da linhagem do mestre. Entre eles Hermeto Paschoal, Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Gal Costa, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Belchior, Fagner, Quinteto Violado e até Raul Seixas. Isso sem contar nomes mais recentes, como Mestre Ambrósio e os roqueiros desbocados do grupo Raimundos. Todos têm, em maior ou menor grau, seu débito com a obra do "magnífico Lua, destinado a brilhar para sempre e refletir-se na música de criadores mais novos que se banham na luz de seu som", como escreveu Carlos Rennó.


No pé da serra
Luiz Gonzaga do Nascimento foi menino da roça, filho de Januário, sanfoneiro e lavrador da Fazenda Caiçara, que ficava no pé da Serra do Araripe, na zona rural de Exu, Pernambuco. Cresceu ouvindo a sanfona do pai, que lhe ensinou a "domar" o instrumento grande e pesado. Era ainda criança quando começou a acompanhar Seu Januário nos bailes pelo sertão. Desde então, nunca mais largou a sanfona. Gonzagão, como também ficou conhecido, saiu de casa aos 18 anos para servir ao Exército, em que ficou até o final da década de 30, quando decidiu ganhar o Sul maravilha. Migrante pobre, não podia imaginar que o Brasil da chuva e das grandes cidades - muito diferente da rudeza de seu Nordeste - pudesse escutar as mesmas canções que o povo de lá do pé da serra ouvia. Por isso, recém-chegado, largou o forró e adotou o tango, o bolero e até a valsa como repertório. Nessa época seu público era formado pelos freqüentadores dos bares cariocas e pela platéia do programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi, dos quais participava sem nenhum sucesso. O desempenho era sempre pífio e as notas recebidas, insignificantes. Depois de várias tentativas frustradas, veio a luz: por que não fazer o que ele conhecia tão bem? Aquela música do pé da serra que ele fazia como ninguém? Foi ao Calouros em Desfile, de Ary Barroso, e arriscou. "O que você vai tocar hoje, valsa ou tango?", perguntou Ary ao ver mais uma vez aquele rapaz de cara redonda tentando a sorte em seu programa. "Nem tango, nem valsa, uma coisa lá do Norte, o Vira e Mexe", respondeu o calouro. "Então, 'arrevire' e mexe aí", brincou o apresentador. No fim da música, Gonzaga não podia crer nos aplausos do estúdio e na voz que anunciava a "nota 5", conceito máximo que vinha acompanhado de um prêmio de 150 mil réis. Assim, Luiz Gonzaga foi descoberto pelo público e fez também sua descoberta: nada mais de tocar os hits da época. No Sul havia, sim, espaço para o que o povo tocava lá sua região. "Naquele bendito domingo, o maior êxito de Gonzaga foi o de ter afirmado, com personalidade própria, sua originalidade, interpretando não aquilo que estava na moda, como fazia nos bares e nos dancings, nas esquinas das ruas e nos programas de calouros, mas o que ele próprio estava a fim de tocar", observa Dominique Dreyfus, biógrafa do sanfoneiro.


De calouro a astro
Em meados dos anos 40, o Brasil passava por um intenso desenvolvimento de estações de rádio, o que criava espaço para a diversidade musical que abarcava os tangos e boleros e, a partir de Luiz Gonzaga, a música popular do Nordeste. Não tardou para ele participar de discos de outros músicos. No ano de 1941, lançou seu primeiro disco-solo, pela RCA Victor, com quatro músicas, entre elas Xamego, que nada mais era do que Vira e Mexe agora com letra de Miguel Lima, o primeiro a compor com ele. Foi, no entanto, em 1945, que ele conheceu um de seus mais importantes colaboradores, o cearense Humberto Teixeira. Com essa parceria, em 1945 - já músico consagrado no Rio de Janeiro, com programa no rádio e apresentações nos lugares mais badalados -, ele definiu o baião como novo gênero no cenário musical brasileiro. O auge durou aproximadamente de 1945 a 1955, período em que Luiz Gonzaga conquistou e consolidou uma imensa popularidade tanto nas zonas rurais como nos centros urbanos do País. Nesse período, além de Humberto Teixeira - com quem gravou clássicos como Baião (1946), Asa Branca (1947), Juazeiro (1949), Assum Preto, Paraíba, Respeita Januário e Baião de Dois (todas de 1950) -, Gonzaga encontrou outra figura importante em sua carreira, o pernambucano Zé Dantas. Segundo Rennó, quem observa a obra do sanfoneiro nessa fase pode notar um cunho muito mais politizado nas canções. "Neste encontro, seu trabalho ganha notadamente um conteúdo social. As músicas passaram a abordar problemas do Nordeste", afirma. São desse período também A Volta da Asa Branca (1950), Algodão e Vozes da Seca (1953) e Paulo Afonso (1955). Uma parceria profícua que produziu 43 composições. Luiz Gonzaga chegou ao fim dos anos 40 como uma das maiores estrelas do Brasil. Um dos primeiros fenômenos de massa de que o País teve notícia, principalmente devido ao grande sucesso de Asa Branca. Sua vida passou a ser preenchida por grandes turnês pelo Brasil, o que o tornou um viajante inveterado, como descreveu em A Vida de Viajante, parceria com Hervê Cordovil, já em 1981, nos versos "Minha vida é andar por esse país/pra ver se um dia descanso feliz". Em 1953, Luiz Gonzaga transformou-se em figura-símbolo do sanfoneiro no imaginário coletivo. Inspirado por Pedro Raimundo, que tocava músicas de sua região com roupas típicas de gaúcho, Gonzagão passou a se apresentar vestindo a indumentária baseada nas vestes de Lampião, e transformou o chapéu de couro e o gibão (casaco) em peças definitivas no hall da fama da música brasileira.

"Luiz Gonzaga é um ícone da música brasileira. Seu nome é sinônimo de música nordestina, foi fundamental na divulgação desta musicalidade para o resto do país. Quando o Mestre Ambrósio surgiu cada integrante trazia influências diferentes, mas ele estava presente na vida de todos. A sanfona, zabumba e o triângulo de suas canções formaram a base das nossas."
Sérgio Cassiano, do Mestre Ambrósio

"Luiz Gonzaga é rei do baião, do rock, do rap e trip hop. Este CD mostra que as lições do mestre foram aprendidas com perfeição. O melhor exemplo disso é Cacimba Nova, um dos maiores e mais angustiantes clássicos de Gonzagão que casou perfeitamente com a voz rasgante de Siba, do Mestre Ambrósio."
Crítica publicada no Jornal do Commercio (dez. 1999) sobre o CD Baião de Viramundo, em que expoentes da música pernambucana, como Nação Zumbi, Mundo Livre, Mestre Ambrósio, Cascabulho (foto), prestaram homenagem a Seu Lua.

"Ali foi uma sorte que eu tive na vida. Eu conheci Luiz Gonzaga quando tinha 8 anos, em Garanhuns, minha terra. De repente, fui para o Rio de Janeiro com meu pai e meus dois irmãos. Lá eu fui pra casa de Gonzaga e ele praticamente me adotou. Se pudesse voltar no tempo queria conviver com ele novamente."
Dominguinhos, um dos mais consagrados sanfoneiros brasileiros da atualidade

terça-feira, 20 de julho de 2010

Canindé do São Francisco e Piranhas realizarão dia 29 e 30 de julho de 2010 a semana do Cangaço


Piranhas em Alagoas e Canindé do São Francisco realizarão dias 29 e 30 de julho de 2010, a Semana do cangaço.

Semana do Cangaço tem a participação do escritor João de Sousa Lima


Dias 29 e 30 de julho as cidades de canindé do São Francisco, em Sergipe e Piranhas em Alagoas, estarão promovendo a Semana do Cangaço.
o escritor João de Sousa Lima fará palestra dia 29, às 16:00hs.
participem e divulguem mais esse evento cultural

Escritor João de Sousa Lima será um dos palestrantes nesse próximo dia 29 de julho, da Semana do Cangaço, em Piranhas , Alagoas.

PROGRAMAÇÃO

Dia 29 de Julho de 2010 – quinta –feira – Canindé de São Francisco /SE

Local :

16:00 h – Abertura da Semana do Cangaço
16:20 h – Palestra : Cangaceiras – Mulheres Guerreiras
Palestrante: João de Souza Lima – Pesquisador ,Escritor e Biografo de Maria Bonita ligado a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
17:00 H – Intervalo

17:10 h – Palestra :Rota do Cangaço Xingó – Turismo e Cangaço vetores de desenvolvimento para região de Xingó
Palestrante : Jairo Luiz Oliveira – Turismólogo - Idealizador da Rota do Cangaço Xingó
17:40 h – Debate
18:20 h – Exibição do documentário "A violência oficializada no tempos do Cangaço" de Aderbal Nogueira
18:40 h – Apresentação do repentista Vem Vem do Nordeste e Sávio do Acordeom
19:20 h – Encerramento
Shows artísticos com Sávio do Acordeon


Dia 30 de Julho de 2010 – sexta-feira

- MANHÃ LIVRE PARA VISITAS

Local : Centro Social Esportivo Piranhense –Centro Histórico - Piranhas / AL

16:00 h – Palestra : " Os Últimos Dias do Cangaço "
Palestrante ; Inácio Loiola Damasceno Freitas – Pesquisador e Historiador
16:40 h – Intervalo
16:50 h – Palestra: "Mentiras e Mistérios de Angico"
Palestrante : Alcino Alves Costa – Pesquisador e Escritor ligado a SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
17:20 h – Debates
18:00 h – Exibição do documentário " Mistérios e Mentiras de Angico" de Aderbal Nogueira
19:00 h - Shows artísticos com trio de Forró Pé de Serra "Capiá" - Centro Histórico - Piranhas / AL

 

domingo, 18 de julho de 2010

Luiz Gonzaga, o Rei do Baião será Homenageado em Paulo Afonso, Bahia, com uma amostra fotográfica , durante os dias 24 à 27 de julho de 2010

50 Anos de lançamento do disco LUIZ GONZAGA CANTAS SEUS SUCESSOS COM ZÉ DANTAS

 
 

O DISCO "LUIZ GONZAGA CANTA SEUS SUCESSOS COM ZÉ DANTAS" LANÇADO EM 1959 ESTÁ COMPLETANDO DO ANO DE 2009 50 ANOS DE SUCESSOS!!!

 
 

MÚSICAS

01 - SABIÁ

(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)

 
 

A todo mundo eu dou psiu
Perguntando por meu bem
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também
Tu que andas pelo mundo (sabiá)
Tu que tanto já voou (sabiá)
Tu que cantas passarinho (sabiá)
Alivia minha dor
Tem pena d'eu (sabiá)
Diz por favor (sabiá)
Tu que cantas passarinho (sabiá)
Alivia minha dor
Sabiá

 
 

02 - O XOTE DAS MENINAS

(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)


Mandacaru, quando fulora na seca
É o sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina quando enjoa da boneca
É sinal que o amor
Já chegou no coração
Meia comprida
Não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir timão

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

De manhã cedo já está pintada
Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao doutô
A filha adoentada
Não come não estuda,
Não dorme, nem quer nada

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

Mas o doutô nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo na surdina
O mal é da idade
A doença da menina
Não há um só remédio
Em toda medicina

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

 
 

03 - VEM MORENA

(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)


Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu fungado quente
Bem no pé do meu pescoço
Arrepia o corpo da gente
Faz o véio ficar moço
E o coração de repente
Bota o sangue em arvoroço
Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu suor sargado
É gostoso e tem sabor
Pois o teu corpo suado
Com esse cheiro de fulô
Tem um gosto temperado
Dos tempero do amor
Vem, morena, pros meus braços...

 
 

 
 

04 - A VOLTA DA ASA BRANCA

(Zedantas - Luiz Gonzaga)

Já faz três noites
Que pro norte relampeia
A asa branca
Ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas
E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da prantação

A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
De mandar chuva
Pr'esse sertão sofredor
Sertão das muié séria
Dos homes trabaiador

Rios correndo
As cachoeira tão zoando
Terra moiada
Mato verde, que riqueza
E a asa branca
Tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre
Mais alegre a natureza

Sentindo a chuva
Eu me arrescordo de Rosinha
A linda flor
Do meu sertão pernambucano
E se a safra
Não atrapaiá meus pranos
Que que há, o seu vigário
Vou casar no fim do ano.


 

05 - A LETRA I

(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)

 
 

Vai cartinha fechada

Não deixa ninguém te abrir

À quela casa caiada

Donde mora a letra I

 
 

E diz que de uma cacimba

Do rio que verão secou

Meus óio chorou tanta mágoa

Que hoje sem água

Nem responda a dor

 
 

Vai diz que o amor

Frumega no meu coração

Ta e quá fogueira

Das noites de São João

Que eu sofro

Por viver sem ela

Tando longe dela

Só sei reclamar

Pois vivo como um passarinho

Que longe do ninho

Só pensa em voltar.

 
 

 06 - FORRÓ DE MANÉ VITO

(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)


Seu delegado, digo a vossa
senhoria
Eu sou fio de uma famia
Que não gosta de fuá
Mas tresantontem
No forró de Mané Vito
Tive que fazer bonito
A razão vou lhe explicar
Bitola no Ganzá
Preá no reco-reco
Na sanfona de Zé Marreco
Se danaram pra tocar
Praqui, prali, pra lá
Dançava com Rosinha
Quando o Zeca de Sianinha
Me proibiu de dançar
Seu delegado, sem encrenca
eu não brigo
Se ninguém bulir comigo
Num sou homem pra brigar
Mas nessa festa
Seu dotô, perdi a carma
Tive que pegá nas arma
Pois num gosto de apanhar
Pra Zeca se assombrar
Mandei parar o fole
Mas o cabra num é mole
Quis partir pra me pegar
Puxei do meu punhá
Soprei o candieiro
Botei tudo pro terreiro
Fiz o samba se acabar.

 
 

07 - A DANÇA DA MODA

(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)

No Rio tá tudo mudado
Nas noites de São João
Em vez de polca e rancheira
O povo só dança e só pede o baião
No meio da rua
Inda é balão
Inda é fogueira
É fogo de vista
Mas dentro da pista
O povo só dança e só pede o baião
Ai, ai, ai, ai, São João
Ai, ai, ai, ai, São João
É a dança da moda
Pois em toda a roda
Só pede baião.

08 - RIACHO DO NAVIO

(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)


Riacho do Navio
Corre pro Pajeú
O rio Pajeú vai despejar
No São Francisco
O rio São Francisco
Vai bater no meio do mar
O rio São Francisco
Vai bater no meio do mar
Ah! se eu fosse um peixe
Ao contrário do rio
Nadava contra as águas
E nesse desafio
Saía lá do mar pro
Riacho do Navio
Saía lá do mar pro
Riacho do Navio
Pra ver o meu brejinho
Fazer umas caçada
Ver as "pegá" de boi
Andar nas vaquejada
Dormir ao som do chocalho
E acordar com a passarada
Sem rádio e nem notícia
Das terra civilizada
Sem rádio e nem notícia
Das Terra civilizada.

09 - VOZES DA SECA

(Luiz Gonzaga / Zé Dantas)


Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão
É por isso que pidimo proteção a vosmicê
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
Como vê nosso distino mercê tem nas vossa mãos

10 - CINTURA FINA

(Ze Dantas/ Luiz Gonzaga)

Minha morena, venha pra ca
Pra dançar xote, se deita em meu cangote
E pode cochilar
Tu es mulher pra homem nenhum
Botar defeito, por isso satisfeito
Com você eu vou dançar

Vem ca, cintura fina, cintura de pilão
Cintura de menina, vem ca meu coração

Quando eu abraco essa cintura de pilão
Fico frio, arrepiado, quase morro de paixão
E fecho os olhos quando sinto o teu calor
Pois teu corpo so foi feito pros cochilos do amor

 
 

11 - ALGODÃO

(Luiz Gonzaga e Zé Dantas) 
 

Bate a enxada no chão

Limpa o pé de algodão

Pois pra vencer a batalha

É preciso ser duro, ser forte, valente

Ou nascer no sertão

Tem que suar muito

Pra ganhar o pão

Pois a coisa lá

Não é brinquedo não

 
 

Mas quando chega

O tempo rico da colheita

Trabalhador vendo a fortuna, se deleita

Chama a famía e sai

Pela roçado vai

Cantando alegre

Ai, ai, ai, ai, ai, ai

 
 

Sertanejo do Norte

Vamos plantar algodão

Ouro branco

Que faz nosso povo feliz

Que tanto enriquece o país

Produto do nosso sertão

 
 

12 - PAULO AFONSO

(Zé Dantas e Luiz Gonzaga)

 
 

Delmiro deu a idéia

Apolônio aproveitou

Getúlio fez o decreto

E Dutra realizou

O Presidente Café

A Usina inaugurou

E graças a esse que têm valor

 
 

Meu Paulo Afonso foi sonho

Que já se concretizou

 
 

Olhando pra Paulo Afonso

Eu louvo o nosso engenheiro

Louvo o nosso cassaco

Caboclo bom, verdadeiro

Pois vejo o Nordeste

Erguendo a bandeira

De ordem e progresso

A nação brasileira

Vejo a indústria gerando riqueza

Findando a pobreza

 
 

Ouço a usina

Feliz mensageira

Dizendo na força

Da cachoeira

 
 

O Brasil vai, O Brasil vai,

Vai, vai

Vai, vai

semana Cultural de Paulo Afonso


Entre os dias 24 a 28 de julho de 2010 a cidade de Paulo Afonso estará realizando uma semana cultural.
o evento encabeçado pelo secretário de Turismo e Cultura Jânio Soares trará mostra de cinema, exposições sobre o Rei do Baião, nosso querido Luiz Gonzaga e sobre o tema cangaço, com peças, fotos e apetrechos usados pelos cangaceiros.
A entrada é grátis, venha participar e conhecer um pouco mais da nossa cultura nordestina.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Lampião e Maria Bonita


Lampião, Maria Bonita e o Cangaço serão tema de uma mostra cultural que acontecerá em Paulo Afonso durante os dias 24 à 29 de julho de 2010.
o evento conta com a realização da secretaria de Cultura e Turismo local.

Lampião, o cangaceiro


Lampião e seu bando será tema de uma mostra cultural que acontecerá em Paulo Afonso, Bahia, durante os dias 24 a 29 de julho de 2010.
o evento está sendo realizado pela secretaria de Turismo e Cultura da prefeitura Municipal de Paulo Afonso.

Luiz Gonzaga, Rei do Baião


Luiz Gonzaga será homenageado durante a Semana Cultural que acontecerá em Paulo Afonso, Bahia, nos dias 24 a 29 de julho de 2010.
a mostra sobre o Rei do Baião contará com o apoio de Guilherme, colecionador e dono do Museu Gonzagão, de Serrinha, Bahia.
o evento será realizado pela Secretaria de Turismo e Cultura da prefeitura municipal de Paulo Afonso.

Maria Bonita e o Cangaço


Maria Bonita, Lampião e o cangaço terão uma mostra fotográfica durante a semana cultural que acontecerá nos dias 24 à 29 de julho de 2010.
O evento está sendo realizado pela secretaria de Cultura e Turismo da prefeitura de Paulo Afonso, acontecendo na Vila da Cultura, espaço lateral a Caixa Econômica, onde recentemente aconteceu a festa de São João.
Os interessados em participar ou visitar a mostra pode entrar em contato com o escritor João de Sousa Lima, pelo email: joao.sousalima@bol.com.br ou pelo fone: 75-8807-4138

quinta-feira, 1 de julho de 2010

maria bonita

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reportagem centenário de Maria Bonita

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Maria Bonita, a Rainha do cangaço.


a cangaceira Maria Bonita será tema do próximo filme do escritor João de Sousa Lima.
as filmagens começarão dia 02 de setembro de 2010 e o palco onde a trama será desenvolvida será o Raso da Catarina e alguns povoados de Paulo Afonso, onde tiveram ligações com o cangaço.
O roteiro encontra-se finalizado e contará a verdadeira história da Rainha do cangaço.

Cangaceiro gato


o filme sobre o cangaceiro Gato, com direção de João de Sousa Lima, será lançado no dia 30 de julho de 2010, com exibições acontecidas em Paulo Afonso e depois será distribuído para todo Brasil

Museu Casa de Maria Bonita


durante os dias 06 e 07 de julho de 2010, o escritor João de Sousa Lima, estará recebendo uma equipe da Secretaria de Turismo e cultura do estado da Bahia, que fará levantamento para compor agenda cultural e turística da Bahia.
a Rota do Cangaço será incluída como uma forte tendência ao desenvolvimento turistico da cidade.
o Museu Casa de maria Bonita faz parte desse roteiro e é um dos grandes atrativos desse seguimento.