segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

cangaceiros na casa do coronel joão Sá


Recentemente adquiri algumas fotos com um filho de um vaqueiro do coronel João Sá, na fazenda Espaduada, em Jeremoabo, Bahia.
em 1932 o coronel e deputado João Sá fotografou Lampião e mais alguns cangaceiros com uma máquina fotográfica kodak BROWNIE n° 2, americana, ano de fabricação: 1916, usava filme n° 130.
A maioria das fotos sumiram do quarto do coronel, porém restaram cinco que me foram presenteadas, sendo essa ao lado, uma delas.
Seu Domingos, o amigo que me presenteou a máquina e as fotos, não conseguiu guardar os nomes dos cangaceiros deixados por seu pai, além de quê, os fotografados ficaram distantes , tornando dificil a identificação.
fica a pergunta, quem seria essas duas cangaceiras encostadas no curral da fazenda espaduada?

imagem e arte


José Cícero vem produzindo imagens inesqueciveis.
É um profissional com um longo curriculo e trabalhos memoráveis.
para registrar seus momentos únicos de vida contem com um bom profissional.
contato; 75-9919-2194

domingo, 9 de janeiro de 2011

os irmãos vivos dos Reis do Cangaço.


OS IRMÃOS VIVODS DOS REIS DO CANGAÇO
Lampiao teve oito irmãos:
1895- Antonio Ferreira, 1896- Livino Ferreira, Virtuosa Ferreira, 1902- João ferreira, Angélica Ferreira, 1908- Ezequiel Ferreira, 1010- Maria Ferreira (dona Mocinha), 1912- Anália Ferreira.
Maria Bonita teve onze irmãos:
1910- Banedita Gomes de Oliveira, 1913- Antonia Gomes de Oliveira, 1916- Amália Gomes de Oliveira, 1920- Joana Gomes de Oliveira, 1922 - Olindina Gomes Oliveira, Francisca Gomes de Oliveira, Ozéas Gomes de Oliveira, José Gomes de Oliveira, Arlindo Gomes de Oliveira, Ananias Gomes Oliveira e Izaías Gomes de Oliveira.
coincidência: Existem vivos ainda um irmão de cada um dos cangaceiros, sendo de Lampião uma irmã: dona Mocinha e de Maria Bonita, um irmão: Ozéas Gomes.
os dois aparecem nas fotografias ao lado do escritor João de Sousa Lima.
Dona Mocinha completou recentemente 100 anos de vida e reside na capital paulista; Ozéas reside em Paulo Afonso.

os irmãos vivos dos Reis do Cangaço

OS IRMÃOS VIVOS DOS REIS DO CANGAÇO.

Virgolino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião, teve oito irmãos:

1895- Antonio Ferreira dos Santos, 1896- Livino Ferreira da Silva, Virtuosa ferreira, 1902- João Ferreira dos santos, Angélica Ferreira, 1908- Ezequiel Ferreira, 1910- Maria Ferreira (Dona Mocinha) e 1912- Anália Ferreira.

Maria Bonita teve onze irmãos: 1910-Benedita Gomes Oliveira, 1913- Antonia Gomes oliveira, 1916 - Amália Gomes oliveira, 1920- Joana Gomes Oliveira, 1922- Olindina Gomes de Oliveira, Francisca Gomes Oliveira, Ozéas Gomes de Oliveira, José Gomes de Oliveira, Arlindo Gomes de Oliveira, Ananias Gomes de Oliveira e Izaias Gomes de Oliveira.

Coincidência: Existem ainda vivos, um irmão de cada um dos cangaceiros; Da familia de Lampião resta dona Mocinha e da familia de Maria Bonita resta o Ozéas.

Os dois aparecem ao lado do escritor joão de Sousa Lima.

Dona Mocinha completou recentemente 100 anos de vida e reside na capital Paulista; Ozéas Gomes Reside em Paulo Afonso

Maria Bonita, 100 anos da cangaceira.


Em março de 2011, em Paulo Afonso, Bahia, acontecerá o centenário de nascimento de Maria Bonita, a Rainha do cangaço.
o evento terá a presença de escritores e estudiosos do tema, vindos de toda parte do Brasil.
o professor e escritor Jack De Witte, virá de Paris, França, como convidado especial para ser um dos palestrantes.

Será ele um cangaceiro?


Eis que me aparece tio Luiz Batista, portanto na mão uma fotografia e fazendo um breve comentário: Você que estuda o fenômno cangaço, tome aqui uma foto de Lampião!
observando a fotografia fiz uma rápida análise e respondi:
-Não é Lampião!
- Mais como não?
- Lampião é diferente do senhor aí da foto.
- Porque você diz isso?
Fiz uma pausa e diante de uma breve visualizada respondi:
- Ele usando um punhal maior que o normal e em uma posição diferente de todas as outras observada nas fotografias existentes. A calça é mais comprida que as que os cangaceiros usavam; ele não porta nenhum anel ou aliança, prática também comum entre os cangaceiros; Pelo pano no fundo da fotografia ela foi realizada em um laboratório, diferente das fotografias onde vemos a caatinga como parte do mundo do cangaceiro; a alpercata tem a frente muito aberta, deixando a mostra os dedos do fotografado e é fácil observar nas fotografias dos cangaceiros um tipo de alpercata mais fechada, dando mais proteção aos pés para evitar espinhos e ataques de animais peçonhentos!
Luiz Batista, meu tio materno, balançou a cabeça negativamente, sem esboçar palavras, saiu da sala, olhou-me mais uma vez e sentenciou:
- Talvez você tenha razão!
quem será esse cangaceiro? alguêm ai poderia contribuir com mais informações?
Eu fico com minha análise, porém o tio Luiz Batista se sentiria feliz em poder tornar minha análise fadada ao esquecimento.
mesmo assim a fotografia foi arquivada em meu acervo e o tio Luiz vez ou outra aparece para conversarmos e falarmos de sua longa trajétória de uma vida simples e digna, beirando os 80 anos de idade, dos quais 62 dedicados a arte de ensinar jovens no caminho da educação e da sabedoria.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

As homenagens do Cariri Cangaço

Em Delmiro Gouveia, a última cangaceira!

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Diário de Viagem, Aristeia.

Delmiro Gouveia,Dia 30, 9h 20min


 


Aristéia, João de Sousa Lima, Lia e Severo


 

No último dia de nossa Caravana Cariri Cangaço, depois de percorrer as terras mágicas dos sertões de pernambuco, sergipe e alagoas, aportamos em Paulo Afonso, Bahia. Entretanto antes de adentrar o solo baiano não poderíamos deixar de passar naquela simpática e acochegante casinha, ainda no município de Delmiro Gouveia - Alagoas; bem na fronteira com Paulo Afonso, casa de uma das últimas mulheres que viveram a saga do cangaço: Aristéia Soares.


 

Aristéia, nasceu no dia 13 de junho de 1913, dia de Santo Antônio; nem sei se ela pediu algum dia em sua vida um casamento ao bendito santo, o fato é que lhe apareceu um companheiro e com ele, a ainda menina Aristéia conheceu o mundo do cangaço. Ao lado do cangaceiro Catingueira, formou no grupo de Virgínio e depois com a morte do chefe, passaram a fazer parte do grupo de Moreno. Apesar do pouco tempo  na vida cangaceira; entre os anos de 1937 e 1938; as emoções fortes e as imagens ainda fazem parte do universo de lembranças dessa maravilhosa cangaceirinha simpática e amável, de 97 anos de idade.

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Danielle, Aristéia e Marisa


 


 Aristéia e a homenagem do Cariri Cangaço a João de Sousa Lima


 


Uma das últimas cangaceiras vivas... 97 anos.


 


 É norma: A mesa do café sempre posta...


 


Marisa e Danielle na residência de Aristéia, em Delmiro Gouveia


 

Manoel Severo

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Nos bastidores...

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Por dentro do Diário de

Aristéia Soares...


 


Damaris, Roberto e Pedro Soares


 

Qual o preço de um sorriso num mundo onde as pessoas desaprenderam a sorrir? Sorrisos, gentilezas, generosidade, atenção, amor... Não têm preço. Essas são as principais lembranças que levamos quando vamos visitar a residência da ex-cangaceira Aristéias Soares, em Delmiro Gouveia, Alagoas, quase na divisa com Paulo Afonso, Bahia.


 

Ali  moram além de Aristéia; a querida "Vó", como toda família a chama; Pedro Soares, seu filho, sua nora Damaris e os netos. A atmosfera do ambiente é facilmente percebida logo que se entra na sala de visita. Uma energia acolhedora simplesmente incrível, ali se respira alegria e contentamento, tendo como a grande maestra: Damaris Soares.


 

Quem não conhece Damaris, não se preocupe, é só chegar e logo vai ser acolhido com um super sorriso! A atenção e o cuidado dela com Aristeía e com todos que ali chegam, é algo incomum, chega a comover a todos que compartilham de seu dia a dia. Pedro com certeza tem uma grande esposa, mas Aristéia não ganhou apenas mais uma nora, ganhou uma encantadora filha.


 

A você grande Damaris, o reconhecimento da família Cariri Cangaço, por ser essa pessoa especial.


 

Manoel Severo

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Marcadores: Aristéia

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Homenagem a João de Sousa Lima

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Diário de Viagem, João de Sousa

Delmiro Gouveia,Dia 30, 10h 00min


 


Momento da entrega das comendas do Cariri Cangaço a João de Sousa Lima


 

Ainda lembro o primeiro contato que mantive com o escritor João de Sousa Lima. Foi numa manhã de junho de 2007, em Serra Talhada, quando participávamos de um fórum sobre cangaço. Daquele momento em diante se construiu entre nossas famílias uma amizade sólida e fraterna quando tivemos por várias vezes a oportunidade de compartilhar momentos inesquecíveis tanto em terras cangaceiras como ao lado de nossos filhos e esposas. João de Sousa Lima, com esse jeitão caipira durão, tem um coração imenso e bom. A esse amigo querido; talentoso e respeitado pesquisador e escritor, o reconhecimento do Cariri Cangaço.


 

"Os apaixonados pelo Nordeste, possuem uma grande dívida de gratidão para com os vaqueiros da história. Homens e mulheres que devotam sua vida ao estudo e à pesquisa, de sol a sol, tendo os Sertões por testemunhas...ao grande escritor

João de Sousa Lima a homenagem do Cariri Cangaço"

Manoel Severo