sexta-feira, 16 de setembro de 2016

NESSA QUARTA, DIA 21 DE SETEMBRO, EM FEIRA DE SANTANA - LANÇAMENTO DO LIVRO DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA

 NESSA QUARTA, DIA 21 DE SETEMBRO, EM FEIRA DE SANTANA - LANÇAMENTO DO LIVRO  DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA - www.joaodesousalima.blogspot.com
|Escritor João de Sousa Lima

João de Sousa Lima

João de Sousa Lima


João de sousa Lima

João de Sousa Lima e a cangaceira aristeia



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

HISTÓRIA DE UM FILME PRODUZIDO EM PAULO AFONSO: ÀS MARGENS DA CACHOEIRA E NA ZONA DO BAIXO MERETRÍCIO O CANGAÇO FICTÍCIO MARCOU ÉPOCA. - www.joaodesousalima.blogspot.com






HISTÓRIA DE UM FILME PRODUZIDO EM PAULO AFONSO:
 ÀS MARGENS DA CACHOEIRA E NA ZONA DO BAIXO MERETRÍCIO O CANGAÇO FICTÍCIO MARCOU ÉPOCA.
 Um dos relatos mais interessantes deixado pela cangaceira Dadá foi ter visto o Zeppelin cruzando próximo a cachoeira de Paulo Afonso e lembrar que por várias vezes, Corisco ficava apreciando, pelo lado alagoano e de longe, as quedas da cachoeira.
um capitulo escrito pela escritora Aglae Lima cita Lampião, Maria Bonita e vários cangaceiros na Furna dos Morcegos, gruta que se situa lateral a famosa cachoeira, porém o depoimento é fantasioso, Lampião nunca esteve lá.  A Usina Angiquinho, fundada pelo empresário Delmiro Gouveia foi inaugurada em 1913 e Lampião só passou pra Bahia em 1928. Na Usina existe um complexo de casas que serviam para moradia dos técnicos e suas famílias e de lá se tinha a visão de quem adentrasse a furna, sem contar que na usina tinha também telégrafo e poderia denunciar a presença dos cangaceiros, sem contar que nenhum dos diversos coiteiros da região, os cangaceiros que sobreviveram ou ainda as pessoas que trabalharam na usina nunca falaram da Furna como sendo um dos esconderijos de cangaceiros.
Em 1962 foi realizado o filme "Os três Cabras de Lampião" e a grandiosa Cachoeira foi um dos lugares escolhidos para a filmagem, como podemos ver na foto acima. Um dos atores coadjuvantes foi  Campelo, um técnico em laboratório da CHESF, inclusive a CHESF contribuiu com a logística para a realização da película, cedendo até guindastes para ajudar na composição das cenas.
Procurei esse filme por vários anos para presentear Campelo, pois ele não chegou a assisti-lo e também não recebeu o cachê por sua participação.
O filme foi exibido no Cine Coliseu, um dos grandes cinemas de Paulo Afonso. No dia da exibição, João Almeida, um dos atores que fez papel de cangaceiro assistiu ao filme e esse mesmo ator, quando em 2014 fui convidado para lançar um dos meus livros em Feira de Santana, Bahia, foi ao lançamento para conversarmos. Ele queria saber onde poderia encontrar a película e tive que explicar que esse filme não estava mais no Brasil, eu soube que assistiram nos Estados Unidos. Deve ter sido mais uma produção nossa comprada pelos gringos e que acabaram ganhando muito dinheiro às custas da arte brasileira. Por coincidência, em 2015, revendo um acervo fotográfico que me foi doado pelo fotografo Cláudio Xavier, encontrei três fotografias de atores que trabalharam no filme e entre as fotos estava uma do rapaz que havia ido me procurar em Feira de Santana.
Outro fato curioso foi que o ator principal, o famoso Milton Ribeiro, entre as cenas do filme e seu descanso foi com alguns amigos para a “Zona do Baixo Meretrício”. O famoso “CHIMBA”, cabaré que ficava na feirinha, onde várias casas funcionavam como bares e pontos de encontros, sendo um dos mais famosos o Cabaré de Maria Cavalcante e nesse Cabaré, nessa época, vivia a mais famosa de todas as meretrizes: DULCE. Hoje uma senhora com 81 anos e que todos em Paulo Afonso tem um enorme carinho.
Dulce na época tinha um caso fixo com um rapaz chamado Raimundo, porém quando ela viu Milton Ribeiro, se enamorou de imediato e se entregou nos braços do célebre cangaceiro fictício. Raimundo ficou sabendo da traição e pegou uma faca com um amigo chamado Lúcio, se dirigiu para a Feirinha, procurou enraivecido pela companheira e quando a encontrou, puxou a peixeira da cintura e a cravou no peito da amada. Dulce segurou a mão de Raimundo e a faca mais uma vez cortou-lhe as carnes, entrando dessa vez em sua mão. Pessoas correram para socorrer Dulce, dominaram Raimundo, tomaram a faca e levaram a ensanguentada mulher para o hospital Nair Alves de Souza.
Dulce passou perto da morte, mais com alguns pontos em seu corpo, sobreviveu. As marcas ainda existem e sua mão ficou aleijada como prova da ira de um homem traido.
Recentemente, em uma pesquisa na internet, consegui várias fotos das filmagens na Cachoeira de Paulo Afonso, acervos da cinemateca do Brasil e da Petrobrás.
o cangaço fez história em toda região pauloafonsina, vários filmes sobre o cangaço foram produzidos aqui, sendo um dos mais famosos filmes realizado pela TV GLOBO no início da década de 1980, chamado Lampião e Maria Bonita, com Tânia Alves e Nelson Xavier, porém na cachoeira de Paulo Afonso, a única verdade é que o cangaço fez história como cena de filme e nunca na vida real.
 

João Almeida no lançamento de meu livro

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Dulce, uma das grandes figuras de Paulo Afonso


domingo, 28 de agosto de 2016

NAS TRILHAS DO CANGAÇO: UMA VISITA A LUZIA CARMINA E AS BALAS DO GILO - www.joaodesousalima.blogspot.com


   NOS PREPARANDO PARA A MISSA DE 90 ANOS DA CHACINA DO GILO, EU, MARCOS DE CARMELITA, LOURO TELES, NILTON NEGRITO E GEOVANI fomos fazer uma visita a Dona Luzia Carmina da Silva, filha do velho Garapu, uma das vitimas do cangaço.
Dona Luzia com seus 95 anos é lúcida e conta detalhes do combate onde morreram alguns cangaceiros e seu pai. A cruz onde estão enterrados os cangaceiros, entre ele o Sabiá, fica próximo a sua casa. Ela nos serviu um cafezinho e uma gelada água, sempre sorridente e contando detalhes do que viu quando criança.
Depois nos dirigimos a fazenda da familia Gilo e antes da Missa de 90 anos fomos nos escombros da casa e vasculhamos suas terras e pedras procurando as balas do grande massacre. Encontramos algumas, porém o que de mais importante nesse dia foi conhecer essa remanescente que teve sua vida ligada ao cangaço.



















sábado, 27 de agosto de 2016

NAS TRILHAS DO CANGAÇO: HOJE ACONTECEU A MISSA DE 90 ANOS DA CHACINA DO GILO - www.joaodesousalima.blogspot.com



    Hoje, dia 27 de agosto de 2016 foi celebrado a missa marcando 90 anos da chacina da família Gilo.
o Grupo Florestano de Estudos do Cangaço - GFEC, organizou a Missa de 90 anos da chacina da família Gilo.
Os Escritores e Pesquisadores João de Sousa Lima, Marcos de Carmelita, Cristiano Ferraz, Manuel  Serafim, Lourinaldo Teles, Betinho de Numeriano, Giovane Macário, Ana Amélia, família Gilo e convidados ouviram o Padre italiano Giovanni Malacrida, da paróquia de Floresta, realizar a Missa de 90 anos da chacina da família Gilo (completa 90 anos amanhã, dia 28). Lampião atacou a fazendo dos Gilos no dia 28 de agosto de 1926, matando Gilo Donato do Nascimento, Manoel Gilo do Nascimento, Evaristo Gilo, Joaquim Gilo, Ernesto Joaquim da Silva, José Pedro de Barros, Henrique Joaquim de Souza, João Gabriel de Barros, Francisco Damião de Souza, Pedro Alexandre  Gonçalves Torres, Alexandre Ciríaco, Permínio Alves dos Santos e o soldado João Ferreira de Paula.
o único Gilo que sobreviveu foi o garoto Cassimiro Gilo do nascimento, de 15 anos de idade, que no momento não estava na casa.
o Pe. Giovanni em sua fala emocionada lamentou as mortes e pediu paz aos corações dos homens para que só a paz reinasse entre seus semelhantes.
o altar improvisado, com tijolos de barro vermelho segurando a branca toalha que açoitava ao vento forte da tarde, lembrava o vermelho do sangue derramado, sangue dos inocentes que banhou o solo sagrado, há 90 anos vidas ceifadas marcaram aquele chão e as dores da família Gilo se perpetuou em seus familiares, porém, ouvindo Giovanni, sacerdote desse dia, dizendo; A PAZ E O PERDÃO DEVE REINAR ENTRE OS HOMENS.... que reine mesmo e que a vingança não nos persiga.....mais que não esqueçamos nunca da história que tanto flagelo trouxe ao meu amado sertão nordestino, em idos anos que o tempo não apaga.

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