quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

forró no Arrasta-Pé


Nely Conceição, filha de Durvinha e Moreno, visitou esses dias as terras onde sua mãe nasceu.
no Arrasta-Pé os familiares de Nely fizeram uma calorosa recepção, regada a som de sanfona, pandeiro e triângulo.
foi uma tarde memorável.

uma tarde com Teófilo Pires do Nascimento


Saímos de Paulo Afonso, eu, Nely Conceição e Josué, adentramos o Raso da Catarina, cruzamos o povoado Salgadinho e fomos ver a casa onde nasceu a cangaceira Lídia, a mais bela mulher do cangaço.
lateral a casa aonde ela nasceu, encontramos José Luiz, "Sinhozinho", o último irmão vivo da cangaceira. Do Salgadinho seguimos até o povoado Juá, lugar que viu muitos filhos e filhas irem para os diversos bandos de cangaceiros; No Juá fotografamos alguns pontos vistados pelos cangaceiros e os escombros da casa de João Lima, morto pela volante do sargento Pessoa, acusado de ser um dos coiteiros de Lampião; Do Juá partimos em direção ao Brejo do Burgo, reserva indígena dos Pankararé, lá visitamso dona Germana, com 102 anos de idade, irmã de João de Clemente, jovem morto por Lampião, no povoado Serrote. Além de dona Germana estivemos com "Seu Coquinho", primo do cangaceiro Arvoredo e irmão do soldado volante Artur Figueiredo; Do Brejo cruzamos o Raso; Passamos no Salgado do Melão, lugar onde reside Joana, a irmã mais nova da cangaceira Dadá; Passamos na "Baixa do Ribeiro", localidade onde nasceu Dadá, centro do raso da Catarina, bela paisagem circundada pela exuberante Serra Tonã; Adiantamos e chegamos em Macururé, tomamos uma água gelada e seguimos até o povoado São José, encontrando o ex-soldado de volante, Teófilo Pires do Nascimento, com ele visitamos a igreja do povoado, espaço sagrado para a comunidade; Nessa igreja Lampião, Corisco e mais alguns companheiros assistiram missa em 1928; Teófilo e sua família nos serviram um delicioso almoço, sentamos na calçada, conversamos, os amigos do velho sertanejo se fizeram presentes, demonstrando o verdadeiro carinho do Nordestino. Fizemos uma tarde de autógrafos e presenteamos alguns livros; Chegou a hora de partir e fomos até Chorrochó, fotografar a igreja construída pelo Antônio Conselheiro, chegamos lá com o sol se pondo, fotos tiradas e seguimos na direção do Ibó, atravessamos a ponte, noite escura, animais na pista, uma vaca cruza repentinamente meu caminho, freio bruscamente o carro, ele derrapa e segue na direção do animal, puxo o volante na tentativa de evitar o impacto; o atrito do pneu freado com o asfalto soa como forte grito, a vaca se assusta, volta na direção do carro, o carro continua andando mesmo com os freios acionados, o impacto é inevitável, estrondo, gritos, vidro quebrado, respiro forte, olho os amigos e a esposa, todos bem, a vaca ainda deitada, carros vindo, me certifico que todos estão bem e sigo viagem, cruzando Floresta, Petrolândia e enfim as luzes de Paulo Afonso, 11:30, chegamos, fazemos o relatório da viagem, risos, recordações, lembranças só boas, roteiro cansativo mais gratificante e uma coisa em comum: lembranças da tarde ao lado daquele home de voz grossa, alto, forte, com seus 94 anos e brincando de ser menino, tratando todos com carinho, amigo verdadeiro, difícil nçao gostar dele. Até a próxima.......

Centenário de Maria Bonita


o centenário de Maria Bonita terá novas parcerias e será realizado nas cidades de Paulo Afonso, Canindé do São Francisco e Piranhas.
Dando andamento ao projeto que envolve essas cidades, com Os Roteiros Integrados do Cangaço, João de Sousa Lima, coordenador de Cultura de Paulo Afonso, Silvia de Oliveira, Secretária de Turismo de Canindé e Jairo, Diretor de Turismo de Piranhas, bateram o martelo e recepcionarão escritores, pesquisadores e palestrantes do Seminário Internacional don Centenário de Nascimento de Maria Bonita.
o evento acontecerá dias 23 a 26 de março seguinte. A programação completa sairá ainda esse mês.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Maranduba e um dos caldeirões onde os cangaceiros bebiam água


um dos caldeirões da Maranduba, onde os cangaceiros bebiam água e próximo ao local do combate onde morreram vários soldados.

Comate da Maranduba: Cruz marca o local onde os soldados foram enterrados


João, Alcino e o propietário da fazenda Maranduba posam ao lado da cruz que marca o lugar onde os soldados mortos pelos cangaceiros foram enterrados.

Maranduba, um dos maiores e mais misteriosos combates do cangaço


Maranduba foi onde aconteceu um dos maiores combates da história do cangaço. Localiza-se em Poço Redondo, Sergipe.
Dia 16 de janeiro de 2011 eu e Ivanildo Silveira, acompanhados do escritor Alcino Alves Costa, estivemos no local do combate, procurando o verdadeiro lugar onde o tiroteio aconteceu, diante das dúvidas encontradas e de uma longa discussão chegamos a conclusão que a elucidação dos fatos reais carece de um estudo mais aprofundado e o mais urgente possivel, pois as pessoas que podem contribuir com suas informações estão beirando os cem anos de idade.
O local onde ficam os caldeirões com água e onde estão os velhos umbuzeiros que serviram de proteção natural para os cangaceiros ainda estão lá, assim como também está lá a cruz que marca o lugar onde os soldados mortos no combate foram enterrados. Distante desse ponto, aproximadamente 1000 metros, próximo ao morro da Pedra Branca, foi onde os moradores encontraram centenas de cartuchos deflagrados e intactos, datados de 1912, 1913 e 1914.
Escalamos a Pedra Branca, onde Alcino e Ivanildo sofreram arranhões causados por espinhos e as cactáceas abundantes (na foto está sendo exposto o braço de Alcino ainda sangrando).
No morro da Pedra Branca não tem calderões e nem água e ficava quase impossivel, pela distância, de carregarem os soldados para o local onde a cruz marca o ponto de enterro dos corpos.
Esses fatos são provas que os mistérios cercam as histórias do cangaço.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Maquina Brownie


maquina de 1916, kodak BROWNIE n° 2, que fotografou os cangaceiros na fazenda espaduada, em Jeremoabo, Bahia, na casa do coronel e deputado João Sá.