quinta-feira, 13 de março de 2014

O FILHO DO CANGACEIRO BARRA NOVA

João Lima, João (filho de Barra Nova), Aldiro e Adelmo.
  Eu e o Alan Alves estivemos ontem (12 de março de 2014) no povoado Alto dos Coelhos pra entrevistarmos o senhor João Maurício, filho do cangaceiro Barra Nova.
A entrevista fará parte de um documentário sobre esse cangaceiro que sairá em breve.
 o cangaceiro Barra Nova era coiteiro de Lampião e foi espancado pelo tenente Zé Joaquim, indo depois do espancamento, fazer parte do grupo de Lampião.
Barra Nova foi morto por Zé Rufino.
 Barra Nova entrou para o cangaço junto com seu enteado Santo, o mesmo Santo que depois foi ser soldado e estava no dia que mataram Lampião, na Grota do Angico.
João Maurício guarda detalhes da entrada de seu pai no grupo e é uma boa fonte de informações....aguardemos o documentário....

Alan, João Maurício, Aldiro e Adelmo

Alto dos Coelhos é um lugar com várias vertentes históricas.

Deivinho e seu pai Aldiro

Aldiro guarda várias peças antigas que representam a história do seu povoado


terça-feira, 11 de março de 2014

AS VEREDAS DO CANGAÇO NO RASO DA CATARINA.

atarvessando o Raso da Catarina
    O Raso da Catarina foi um dos maiores coitos de Lampião e seus seguidores. Vários Índios da Tribo Pankararé,residentes no povoado Brejo do Burgo, fizeram parte do cangaço.
      Durante o carnaval refiz com mais alguns amigos uma parte da rota por onde passavam os cangaceiros. Atravessamos os povoados Salgadinho, Juá, Brejo do Burgo, Salgado do Melão e as cidades de Macururé e Chorrochó..
    No Salgadinho visitamos a casa da cangaceira Lídia, de Zé Baiano. No Salgado do Melão visitamos dona Joana, irmã da cangaceira Dadá. Em Macururé fomos conversar com um dos descendentes do Coronel Petronilio de Alcântara Reis e em Chorrochó, no povoado São José, fomos visitar o soldado de volante Teófilo Pires do Nascimento.
casa da cangaceira Lídia

visitando Joana, irmã da cangaceira Dadá.

visitando Teófilo Pires do Nascimento, soldado da volante

descendente do coronel Petro

Museu Casa de Maria Bonita

Casa de Maria Bonita

Baixa do Ribeiro, onde nasceu Dadá

casa de Maria Bonita


quinta-feira, 6 de março de 2014

LAMPIÃO E O COMBATE DA SERRA GRANDE





LAMPIÃO E O COMBATE DA SERRA GRANDE.

     A Serra Grande corta as cidades de Calumbi, Flores e Serra Talhada. Muitos escritores e pesquisadores citaram o grande combate da Serra Grande como sendo em Serra Talhada ( nessa época Vila Bela) ou Triunfo, porém a parte onde houve o combate acontecido em 26 de novembro de 1926 pertencia a Flores e hoje pertence à Calumbi, Pernambuco.
     O policial reformado Lourinaldo Teles, também artesão na confecção das mais belas réplicas de punhais do cangaço, hoje é quem trava essa batalha para provar que geograficamente o combate da Serra Grande aconteceu em Calumbí.  Por diversas vezes Lourinaldo andou mapeando os pontos onde os cangaceiros emboscaram os soldados das volantes e ele conseguiu encontrar, com a ajuda de um detector de metais, mais de trezentas cápsulas, além de carregadores, ogivas e um punhal.
     O combate da Serra Grande foi um dos maiores fogos entre policiais e cangaceiros e uma das maiores estratégias de combate armada por Lampião. O número exato de participantes nunca foi totalmente contabilizado, fala-se em torno de 80 cangaceiros e 320 soldados.
     Vários “Nazarenos” participaram desse ferrenho combate que foi comandado pelo major Theóphanes Ferraz Torres. Entre os grandes comandantes dos diversos grupos estavam o capitão Higino Belarmino, Manuel de Souza Neto, sargento Arlindo Rocha e Euclides Flor. O combate começou entre oito e nove horas e terminou às dezessete e trinta. Manuel Neto acabou sendo baleado nas duas pernas e por muito pouco não morreu. Calcula-se que mais de vinte soldados morreram nesse confronto. Da parte dos cangaceiros não houve baixas. O rastejador da polícia chamado Ângelo Caboclo foi baleado e posteriormente morto pelos cangaceiros.
     Mesmo a polícia contando com um grande contingente e ainda com o suporte de duas metralhadoras e mais ainda com grandes nomes que comandaram as volantes, esse foi o combate que mais desmoralizou as tropas no estado pernambucano.
     No dia 03 de março de 2014, eu, Antônio Lira e Joventino nos dirigimos para Calumbí onde fomos encontrar com Lourinaldo Teles para que ele nos levasse ao local exato onde houve o combate. Só estando lá para entendermos as estratégias armados pelo Rei do Cangaço e as dificuldades encontradas pela polícia. No lugar conhecido como a “Trincheira de Lampião” ainda pudemos encontrar vários cartuchos com a inscrição DWM, datados de 1910, 1911, 1912, 1913 e 1914.
     Todos os méritos dessa pesquisa cabem ao pesquisador Lourinaldo Teles que muito solícito nos transportou  até a Serra Grande e pacientemente nos mostrou durante horas, escalando subidas quase intransponíveis, com pedras soltas, galhos arbustivos, cactáceas espinhosas e calor, os pontos estratégicos onde cangaceiros enfrentaram valentes e famosos comandantes e seus comandados e aonde eles sofreram uma das maiores derrotas na perseguição ao cangaço.
     Oitenta e oito anos depois, aquele local ainda guarda as marcas desse confronto, a história perpetua-se feito som propagado na imensidão. Aquela região silenciosa parece trazer os sons da batalha quando nos deparamos com a visão que temos ao olhar o horizonte, estando em seus cumes.......

João de Sousa Lima
Escitor e Hitoriador.

Paulo Afonso, 05 de março de 2014.
 

João, Lourinaldo e Joventino começando a escalada da Serra Grande

marcas das balas nas pedras

Lourinaldo mostra marcas de tiros

Adicionar legenda

a trincheira de Lampião

cápsulas por toda parte

cartuchos quase enterrados....

balas...muitas balas...

foi muito tiro...


a subida é árdua....

uma pausa para um descanso...

o saldo das balas encontradas..

Lourinaldo e os cartuchos encontrados.

resto de punhal encontrado por Lourinaldo

material encontrado por Lourinaldo

Mosquetão de Antonio Ferreira, irmão de Lampião

punhais do acervo de Lourinaldo


Lourinaldo e seus punhais...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lançamento de livro de Antonio Galdino foi um grande sucesso.

   Paulo Afonso viveu um grande  momento cultural com o lançamento do livro do professor e escritor Antono Galdino. O CPAzinho ficou lotado de amigos, estudantes, professores, familiares e autoridades civis e militares, que compareceram para prestigiar esse mais novo lançamento literário da cidade.
o livro conta histórias e fatos que marcaram a vida politica da cidade, assim com também homenageia vários pioneiros, pessoas que deixaram suas contribuições para o desenvolvimento e o progresso de Paulo Afonso.
parabéns a todos que prestigiaram o evento.