segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Cariri Cangaço 2015 - Programação


   


Cariri Cangaço 2015
Edição de Luxo
Ano V

23 de Setembro – Quarta-feira

 CRATO
CRATO – 20:00hs - LARGO DA RFFSA
Lançamento do Filme – Os Últimos Cangaceiros
Logo após a apresentação da Película,
Roda de Conversa com...
Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço
Wolney Oliveira - Cineasta
João de Sousa Lima – Pesquisador e Escritor
Neli Conceição - Filha dos cangaceiros,
Moreno e Durvinha

Lançamento:
Segunda Edição da Revista GECC
Ângelo Osmiro
Lampião e os Coronéis Baianos
João de Sousa Lima


24 de Setembro - Quinta-Feira

 JUAZEIRO DO NORTE
8h30hs Visita Guiada
Memorial Padre Cícero
Capela e Cemitério do Socorro
Serra do Horto
Museu Vivo do Padre Cícero
Valado da Mãe de Deus
LAVRAS DA MANGABEIRA
12:30hs Almoço Festivo e Temático

14:30hs
Painel
O Pacto dos Coronéis
Moderador
Geraldo Ferraz
Painelistas
Sousa Neto
Leandro Cardoso Fernandes
João Bosco André

16:30hs Percurso pelos principais Cenários da Invasão de Lavras por Quinco Vasques
João Tavares Calixto Junior
Cristina Couto

17:30hs
 Solenidade na Câmara Municipal de Lavras
Conferência
 Invasão de Lavras por Quinco Vasques
João Tavares Calixto Junior

19:00h
Lançamento
Considerações sobre a Invasão de Lavras em 1910
João Tavares Calixto Junior
Relançamento
Cangaceiros
Gentil Augusto

21:00hs
 Ceia Sertaneja
Residência de Dona Fideralina


25 de Setembro - Sexta-Feira

MISSÃO VELHA
9:00hs 
Solenidade na Câmara Municipal
Conferência
A Força dos Coronéis do Cariri
João Bosco André
Moderador
Archimedes Marques

Presença especial de dona Orlandina; filha do Cel. Izaias Arruda

11:00hs
Visita Engenho do Sítio de Santa Teresa
Moagem Especial Cariri Cangaço
Cícero Landim da Cruz

12:00hs 
Almoço da Fazenda
Família Olegário de Santana
Antônio Edson Olegário de Santana

JUAZEIRO DO NORTE

19:30hs 
Memorial Padre Cícero
Painel 
As Várias Faces de Cícero, o Santo do Juazeiro.
Moderador
 Ângelo Osmiro Barreto
Painel
Emerson Monteiro
Lailton Feitosa
Junior de Freitas

LANÇAMENTOS
Quem Matou Delmiro Gouveia?
Segunda edição ampliada
Gilmar Teixeira
Charges com Lampião
Luiz Ruben
Lampião e o Nascimento de Maria Bonita
Voldi Ribeiro


26 de Setembro - Sabado

JUAZEIRO DO NORTE
9:00h 
Hotel Ingra Premium
Encontro Nacional do Cariri Cangaço
Posse do Novo Conselho Consultivo
Manoel Severo


Realização:
Instituto Cariri do Brasil
Prefeitura Municipal de Crato
Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte
Prefeitura Municipal de Missão Velha
Prefeitura Municipal de Lavras da Mangabeira

Apoio:
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço

Municípios Parceiros
AURORA - BARRO - BARBALHA - PORTEIRAS
SOUSA - NAZAREZINHO - LASTRO
PRINCESA ISABEL - SÃO JOSÉ DE PRINCESA
PIRANHAS
POÇO REDONDO
FLORESTA


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

LAMPIÃO E OS CORONEIS BAIANO - JOÃO DE SOUSA LIMA E SEU MAIS NOVO LIVRO COM LANÇADO PREVISTO PARA SETEMBRO DE 2015





O BRAVO SOLDADO TEÓFILO PIRES DO NASCIMENTO E A MORTE DO CANGACEIRO CALAIS
     Teófilo Pires do Nascimento nasceu em 25 de fevereiro de 1919, no povoado São José, Chorrochó, Bahia.Era filho de: João Pires do Nascimento e Vitalina Pires do Nascimento
No povoado São José, em 1932, Lampião, Corisco e mais alguns cangaceiros assistiram missa na igreja fundada em 1912.
Teófilo entrou para a volante de Zé Soares, em 1932, ainda garoto, com apenas 13 anos de idade.
Uma dasprincipais tarefas de Zé Soares era perseguir o cangaceiro Calais. O cangaceiro era conhecido por suas escapadas e tinha a fama de se “envultar” pelo poder das fortes orações. Por muitas vezes, Calais escapou das perseguições e dos tiroteios, deixando os soldados que vinham em seu encalço atordoados com seus repentinos desaparecimentos. O sargento armou várias emboscadas para Calais, porém ele sempre escapava. O esquivo cangaceiro ficou famoso por enganar os soldados com pistas falsas.
No tiroteio com os soldados Agenor e João Manoel  o cangaceiro Calais perdeu sua primeira mulher que tinha o nome de Joana, e ele conseguiu fugir ileso, mesmo sendo alvo de vários tiros. Joana foi presa em Uauá sob o comando do tenente José Petronílio. Tempos depois Calais apareceu com outra cangaceira, chamada Delmira. Essa sua segunda companheira foi morta em uma trama impetrada entre o coiteiro Totonho Preá e os civis armados Belo Cardoso Morais e Júlio.
Armaram uma emboscada e Júlio atirou em Calais atingindo-o levemente em uma das mãos.
Delmira foi atingida no abdômen por Júlio e levada ferida para Santa Rosa de Lima. Depois de diagnosticada pelo médico Antônio Gonçalo, chegou-se a triste conclusão que o ferimento era fatal. Delmira foi enterrada ali mesmo na cidade.
    Em uma segunda feira, dia 22 de dezembro de 1937, os soldados Teófilo Pires do Nascimento, Grigório Silvino do Nascimento, João Crisipa e Raimundo Soares (Mundô) entraram Raso da Catarina adentro e próximo à fazenda Marruá viram algumas pegadas e resolveram segui-las. Os soldados se espalharam diante das várias veredas. Depois de longos minutos seguindo rastros diversos Teófilo ouviu umas pancadas e achou que podia ser o cangaceiro escavando uma batata de umbuzeiro. O soldado retornou, reencontrou os amigos e falou do barulho que estava ouvindo chamando-os para cercarem o local de onde vinham as batidas. O soldado Grigório, que vinha chefiando o grupo, não deu atenção a Teófilo e eles continuaram seguindo dispersos os rastros. Teófilo seguiu seu instinto e se dirigiu na direção de onde vinha o som. Sua desconfiança o levou na direção de um frondoso umbuzeiro. Teófilo viu o cangaceiro Calais sentado com um cavador improvisado nas mãos. O cangaceiro cavava com uma espécie de lajota. Dava uma escavada e olhava para os lados, tirava a areia do colo, ajeitava o mosquetão entre as pernas e dava uma breve olhada pra ver se não estava sendo observado ou seguido.
Teófilo aproveitou o barulho da escavação e foi se aproximando. Teófilo queria na verdade, pegar o cangaceiro a mão e prendê-lo. Enquanto o cangaceiro batia a lajota no chão, Teófilo dava um passo coincidindo com o barulho do impacto da rocha com o solo. Quando Teófilo estava há uns onze passos do cangaceiro, Calais bateu as mãos nas pernas tirando a terra e pegou o mosquetão, ao tempo em que foi olhando para o lado e apontando a arma na direção de um dos soldados que vinha distante. O cangaceiro não viu Teófilo que estava bem próximo dele. Teófilo sacou a pistola e atirou no rosto do cangaceiro que caiu pra trás com o impacto do disparo. Vários tiros soaram. Teófilo correu na direção do cangaceiro pra recolher o espólio de guerra. Todos afirmavam que o cangaceiro era um homem rico, que andava com muito dinheiro. Enquanto Teófilo vasculhava os bornais quase vazios do cangaceiro, alguns tiros passaram raspando seu rosto, Teófilo olhou pra trás e viu um dos companheiros atirando de ponto em sua direção. Teófilo revidou os tiros e o soldado parou de atirar. Teófilo partiu na direção do soldado e o escorou com o mosquetão dizendo-lhe umas verdades. Teófilo lembrou que um dos seus companheiros havia dito que tivesse cuidado, pois ele podia ser traído por um dos companheiros, pois em uma discussão que houvera com outro parceiro de farda, resultou no desligamento do desafeto do grupo, o comandante o dispensou e esse novo inimigo de Teófilo falou que pagaria um valora quem matasse Teófilo.
Os outros companheiros foram chegando e cercando o cangaceiro que mesmo estando com o rosto completamente desfigurado ainda respirava.
Teófilo e os companheiros ficaram ali olhando o cangaceiro com o rosto todo empapado de sangue e que teimava em não morrer e observou no peito do cangaceiro um “patuá” pendurado em uma corrente no pescoço de Calais. Teófilo arrancou o patuá, e aí o cangaceiro morreu. Geralmente os patuás trazem orações com fechamento de corpos, símbolos religiosos, ervas e pós que atuam como proteção para quem usa.
Assim que o patuá foi arrancado de Calais o corpo ficou como se tivesse morrido há muitos minutos.
Os soldados pegaram um burro que encontraram, colocaram Calais amarrado no lombo da alimária e o transportaram até Macururé. Na cidade, a população se aglomerou no centro pra ver o famoso e valente cangaceiro, agora inerte e sem vida, transportado por seus algozes.
O comandante Zé Soares parabenizou seus comandados pela morte do cangaceiro e a cidade pôde ter um pouco mais de calma.
Teófilo teve que contar por inúmeras vezes sua façanha. Ele foi também um dos maiores vaqueiros da região. Homem sério, honesto, forte, decidido, amigo e leal.
Teófilo esteve em Fortaleza, no inesquecível encontro entre dois ex-combatentes do cangaço (ele e Antônio Vieira) e três ex-cangaceiros: Moreno, Durvinha e Aristéia. Esse encontro foi registrado pela Rede Globo, no Jornal Nacional.
O sonho de Teófilo que era conhecer a Grota do Angico, local onde morreu Lampião e Maria Bonita.Fizemos o trajeto e na trilha da Grota do Angico, Teófilo já nonagenário, percorreu a trilha aos poucos e com dificuldades, chegando ao ponto do último ato de Lampião.
Tive muito orgulho de privar da amizade de Teófilo e sua família e estive em seu sepultamento no dia 29 de setembro de 2014, no povoado São José, Chorrochó, Bahia. Lateral ao cemitério onde jaz Teófilo fica a igreja onde Lampião assistiu uma das primeiras missas em território baiano e onde estão enterrados os pais de Teófilo.
Guardo na lembrança o som de sua voz firme, seus depoimentos bem ajustados e a saudade do seu aperto de mão, de sua companhia em vários momentos. Teófilo resistiu até os 96 anos de idade, forte como a aroeira, árvore símbolo da região que tantos homens destemidos pisaram.

 -Obs- esse é um dos capítulos do novo livro de João de Sousa Lima, chamado Lampião, o cangaceiro! sua ligação com os coronéis baiano, Raso da Catarina e outras histórias. Lançamento previsto para setembro.
João de Sousa Lima
historiador e Escritor.
Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso - cadeira 06.






1ª FEIRA AGROECOLÓGICA DE PAULO AFONSO RECEBE A PRESENÇA DO CANTOR JORGE DE ALTINHO



    O  Cantor Jorge de Altinho foi uma das gratas surpresas durante a 1ª Feira Agroecológica de Paulo Afonso.
Jorge visitou a Feira que foi acontecida no Espaço Cultural Raso da Catarina. No momento ele foi presenteado com a biografia de Maria Bonita, a rainha do Cangaço.