quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sérgio Dantas em Uma Análise que Merece Respeito





A História tem seus caprichos. Como se trata de um ramo no compartimento das ‘Ciências Humanas’, não se pode querer dela a precisão de um cálculo matemático. Em História, pode-se nunca atingir a verdade desejada em torno de um evento, mas, tão somente, a verossimilhança dos fatos vários que o geraram. Por tal, a presença de um mínimo de metodologia é necessária para narrar os fatos humanos da forma mais próxima ao real. Este seria o objetivo principal a perseguir.

No caso da reconstituição dos episódios ligados ao cangaço, claro, aplicam-se as mesmas regras utilizadas em História, já que aquele é um compartimento desta.

Mas, voltando aos caprichos desta Ciência, vamos recuar um pouco no tempo. Na manha de 28 de julho de 1938, quando as cabeças de Lampião, ‘Maria Bonita’ e mais nove cangaceiros chegaram a Piranhas, em Alagoas, foi um alvoroço. Após esteticamente arrumadas na escadaria da Prefeitura daquela cidade, e expostas à curiosidade pública, todos queriam ver de perto aqueles estranhos ‘troféus’ – principalmente, a cabeça de Lampião. O homem que parecia invencível, que possuía – na crença e no imaginário popular – o ‘corpo fechado’ para balas, que tinha poderes divinatórios e que reinava absoluto no sertão havia quase vinte anos, teve decepada a sua cabeça. Era difícil acreditar que tal um dia acontecesse.
Assim, naquela manhã de julho, os incrédulos – e não eram poucos – tiveram a oportunidade de ver perto a cabeça do cangaceiro famoso. Alguns até foram mais ousados, e levantaram a pálpebra do olho direito daquele resto humano, para constatar a existência do leucoma, a ‘pinta branca do olho’, que era um dos sinais marcantes do rei-do-cangaço: -“a prova está aí!” – muitos teriam dito.
A maioria reconheceu, naquele momento, a cabeça de Lampião. Houve, claro, um ou outro recalcitrante.

Afinal, discordar é próprio da natureza humana. Assim foi na cidade de Piranhas, na atual Delmiro Gouveia, em Santana do Ipanema, e em todos os outros lugares por onde passou a procissão macabra.
Naquele dia, porém, ninguém teve acesso a película cinematográfica feita pelo sírio-libanês Jamil Ibrahim Botto (o Benjamim Abraão). Ninguém, pois, pode fazer uma comparação direta entre alguns ‘takes’ do filme feito em 1936, com a cabeça que ali estava à mostra. A película, de efeito, havia sido confiscada pela polícia política de Getúlio Vargas e não fora divulgada como pretendia o aventureiro.

Todavia, décadas mais tarde, quando da edição do Cariri Cangaço 2011, eis que são apresentados novos fragmentos inéditos – e devidamente restaurados - da importante película histórica. Em certo momento, pois, vemos Lampião se dirigir contra a lente da câmera e, lentamente, tirar o seu chapéu de couro. Ali, naquele instante, tem-se uma visão plena do rosto do cangaceiro em 1936. Eis o fotograma:

Este quadro, em particular, nos chama a atenção para alguns detalhes. Em primeiro lugar, a calvície já acentuada do cangaceiro, bem marcada por falha na margem centro-direita da testa (do ponto de vista do observador). Apesar da má qualidade da imagem, observa-se também, por trás da lente dos óculos, o leucoma do olho direito. Vê-se o direcionamento dos cabelos, além da formação craniana, esta nitidamente dolicocéfala (largura frontal medindo mais ou menos 4/5 da altura do rosto).
 A fim de instigarmos o debate, resolvemos lançar mão de ferramentas digitais de imagem para chegarmos a algumas comparações. Na imagem abaixo, através da aplicação da ferramenta de ‘contraste’, do programa ‘Corel Photo Paint’, conseguimos deixar mais evidente o leucoma, além de suprimir a parte inferior dos óculos, deixando o rosto mais livre para análise:


Em um passo além, elidimos praticamente toda a estrutura dos óculos, e demos realce à sobrancelha direita do cangaceiro. Com o número 01, marcamos o avivamento da referida sobrancelha:


Seguindo, marcamos no fotograma o número 03, para indicar a ausência de rugas de expressão neste ponto. Não há compressão da pele neste pedaço do rosto. Não a mínima evidência de sobrecenho carregado. E esta marcação servirá como comparativo em uma imagem mais abaixo. Vejamos:


A partir deste ponto, comecemos a fazer as comparações. Além do fotograma já aludido, vamos utilizar um detalhe da famosa foto das cabeças dispostas na escadaria da Prefeitura de Piranhas. O objetivo é comparar características contidas na cabeça do rosto do cangaceiro quando vivo, com outras existentes na cabeça exposta naquela manhã de julho de 1938.
As duas imagens estão postas lado a lado. De início, observem-se as numerações (a) e (b). Em comum entre as duas imagens, temos uma marca de calvície acentuada no terço médio esquerdo da cabeça, com marca incisiva em direção à parte posterior do crânio. Neste ponto, há um compasso simétrico entre as duas imagens, ao que nos parece.
 Com o sinal “\/”, marcamos a saliência do osso esfenóide direito, característica que também nos parece igual em ambas as imagens. A largura do rosto também não foi desconsiderada, de modo que a marcamos em uma escala 01_______02, a qual é rigorosamente igual nas duas fotos, como se vê na ‘régua’ colocada abaixo de ambas. Também se nota a INEXISTÊNCIA das rugas de expressão – ou enrugamento da pele -entre as sobrancelhas. O fato se verifica em ambas as imagens. 



Agora, em mais uma etapa, ‘importamos’ a imagem do rosto sem vida, e o aplicamos no fotograma de 1936, usando o sentido de A para B, como indicado pela seta. O encaixe da imagem, sem sombra de dúvida, parece perfeito. Não há sobras ou excessos pela inserção .


O único ponto que não mostrou simetria, seria a parte inferior do rosto; o ‘queixo’. Veja-se que as marcações 03 e 03A mostram esse descompasso. No entanto, neste particular havemos de nos valer da história. De efeito, ainda na Grota do Angico, um soldado (possivelmente José Panta Godoy) disparou um tiro de fuzil na cabeça do cangaceiro, quando este já se encontrava morto. A prova de tal fato está na imagem de número 05, lado direito, onde se percebe - ao lado esquerdo de quem olha -, grande quantidade de massa encefálica no orifício de saída do projétil.
Com o tiro disparado contra a cabeça, indubitavelmente, foram lesionados os ossos ‘temporal’, ‘esfenóide’ e ‘zigomático’, cedendo os ‘malares’, no sentido ‘de baixo para cima’, horas mais tarde, quando a cabeça foi colocada no batente da escadaria, em Piranhas. O rosto cedeu, sendo comprimido em função da quebra da estrutura óssea. Assim, o queixo um tanto proeminente outrora, deixa de existir e, em seu lugar, encontramos uma espécie de ‘dobra epitelial’, logo abaixo da boca. 


E em relação a esta (a boca), note-se que, em ambas as imagens, apesar de apresentar sentidos diferentes (côncavo em uma; convexo em outra), a medida da boca é rigorosamente a mesma. Na imagem abaixo, destacamos em um retângulo a boca na imagem do cangaceiro vivo (c), e, em seguida, a recortamos e a aplicamos embaixo da fotografia da cabeça já decapitada (d). A simetria é rigorosa; as medidas são literalmente iguais.


Repetindo a imagem - agora sem a marcação na imagem da esquerda - para que a comparação possa ser feita de forma livre.


Desta forma, como deixei claro no início deste modesto artigo, fica aberto o debate em torno da certeza – ou não – se a cabeça exposta na escadaria da Prefeitura de Piranhas seria realmente a de Lampião. Sabendo de histórias que recrudescem aqui e ali, dando conta de uma sobrevida do rei-do-cangaço – após 1938 - em Goiás, em Mato Grosso, em Minas e até na Paraíba, cabe, então, a pergunta:

“Teria Lampião sido substituído por um sósia rigorosamente igual? Um sósia perfeito? Fica lançada a questão!!

Saudações!
Sérgio Augusto de Souza Dantas
Natal, RN






segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

AOS VERDADEIROS VAQUEIROS DA HISTÓRIA


Nos últimos anos temos seguido incansavelmente, por questões mesmo do pouco tempo que nos resta, incursionado no campo da pesquisa histórica do cangaço, mundo que abrange além dos cangaceiros, soldados volantes, coiteiros, beatos, padres, missionários, sertanejos que viveram a  época em questão e dela foi parte de alguma forma.
Na realidade estamos vivenciando os últimos suspiros dos homens e mulheres que viveram essa saga. Dentro de no máximo 10 anos perderemos essa  história oral que tanto corremos atrás. Todos eles passarão, como é natural a todo vivente,  deixando seus rastros escritos no caderno dos caminhos nordestinos.
Diante de tantos registros equivocados e mal intencionados que estão surgindo, de pessoas sem o mínimo respeito com as histórias e suas verdades, loucuras tiradas unicamente dos pensamentos disformes, haverá um tempo em que contarão que Lampião entrou no Raso da Catarina pilotando um possante helicóptero equipado com bombas teleguiadas e mira a LASER. Haverá um tempo onde os absurdos contatos sobre o cangaço ultrapassarão o entendimento até mesmo da tecnologia que se fará presente no momento.  Lampião será o próprio “Júlio Verne”, com sua ficção submersa das 20 mil léguas submarinas. No futuro a história contará lampião indo à lua, travando combates com seres extraterrestres e derrubando suas máquinas que atingem a irrisória velocidade de 400.000 km em míseros 2 segundos, usando apenas uma velha “Baliadeira”.
Por hora já surgiu Lampião jogador de bola no Raso da Catarina e sendo um ótimo zagueiro, Lampião brigando na caatinga como se fosse o Tarzan  e pulando de galho em galho.
Mais recentemente Lampião tornou-se corno e homossexual, esse último impropério escrito por um juiz aposentado que por se sentir inútil no seu descanso e talvez esquecido  em sua repousante  autoridade, se deu ao capricho de difamar um homem que viveu à margem da lei, tendo por ferramenta de trabalho sua luta defendida pelo poder da arma com uma incansável estratégia de sobrevivência e que em momento algum deixou caminhos que indicassem esse comportamento.
Refletindo sobre tal afirmação e infundada situação senti pena dos homens que esse juiz  julgou em seu longo caminho de magistrado.
    Aos que levam a causa com mais seriedade, aos homens valorosos e ajuizados que conheci e que resistem na árdua labuta de poder registrar a verdade dos fatos e que merecem meu respeito e as considerações das gerações vindouras, dedico meu reconhecimento e minha gratidão:
Antonio Amaury, Frederico Pernambucano  de Mello, Sabino Basseti, Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira, Múcio Procópio, Geraldo Ferraz, Ivanildo Silveira, Kiko Monteiro, Lívio Ferraz, Manoel Severo, Sérgio Dantas, Rubervânio Lima,  Carlos Megalle, Carlos Eduardo, Carlos Elydio, Jack De White, Wescley Nunes, Antonio Vilela, Alcino Alves Costa, Renato Casimiro, Wilson Seraine, Thomas Cisne, Juliana Schiara, Ana Lúcia, Paulo Gastão, Leandro Cardoso Fernandes,  Pedro Luis,   Voldi Ribeiro, Luiz Ruben, Gilmar Teixeira, Honório de Medeiros, Jorge Robson, Narciso, Rostan Medeiros, Francisquinha, Kydelmir Dantas, Pereirinha, Nely Conceição, Raimundo Marins, Jairo, Inácio Loiola, Bosco André, Julio Schiara, Jadilson Ferraz, Paulo Moura, Zé Cícero, Archimedes Marques, Alfredo Bonessi, Cicinato Ferreira, Diana Rodrigues, Reclus, Alcivandes, Juracy  Marques, João Souto, Josué, Barros Alves, Petrúcio Luiz, Edson Barreto, Afrânio Cisne, Wolney  Oliveira, Felipe Marques, Marcos Passos, Haroldo Magno, Antonio Galdino, Lamartine Lima, Juarez Conrado, Sousa Neto, Oleone Coelho.

    Como diria meu amigo Severo: “OS VERDADEIROS VAQUEIROS DA HISTÓRIA”.
Homens que dedicaram tempo, trabalho, paciência e responsabilidade para contar um pouco do seu passado e de sua própria vida.

Obs.- desculpem se algum nome ficou de fora, avise-me que acrescentarei, porém não insistam em colocar nessa relação um tal  PEDRO MORAIS.  

Uma turma boa e com boas intensões históricas.
Kiko E Ivanildo: trabalho sério e responsável
Ângelo, Narciso, João, Wescley, Ivanildo, Vilela e Thomas: Seguindo a linha do entendimento e da vercidade.
a maior reunião  de estudiosos dos temas relacionados ao Nordeste.
Jorge Robson, João e dois sobrinhos do cangaceiro Esperança.
Kiko e sua amada esposa no dia que conheceram a biografia de Maria Bonita.
T
Aderbal Nogueira: Uma das referências de seriedade.
urma em pesquisa ao Raso da Catarina.
 Pereira, João, Pedro Luiz, Sousa Neto e Kiko.
reunião dos que estudam com seriedade o tema
João, Frederico, Francisco Lira e um dos diretores do IBAMA.
seguindo os ensinamentos do decano de Poço Redondo
Marcos Passos "guiando" o barco até a Grota do Angico, com João e Felipe Marques
os debates informais como aprendizado sempre acontecidos nas rodas de amigos.
trabalho sério e dignificante das mãos de Severo
João e Voldi

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A MULHER NO CANGAÇO


A  MULHER NO CANGAÇO

Há um fascínio natural quando se fala da mulher no cangaço.
Em uma época tão difícil o que levou tantas mulheres - meninas a entrarem para esse mundo desconhecido e de certa forma brutal? Que tipo de atração o mundo feminino viu no movimento cangaceiro? Quais foram os motivos que causaram tanto deslumbramento aos olhos daquela juventude?
Essas são algumas perguntas que fazemos tentando entender os reais motivos da entrada da mulher no cangaço. Mesmo diante dos depoimentos de algumas que foram forçadas a seguir seus companheiros, como foi o caso de Dadá que foi raptada por Corisco, no caso da Dulce que foi trocada por jóias pelo cunhado, de Aristeia que seguiu Catingueira por sofrer maltrato da policia, Antonia e Inacinha forçadas por Gato, podemos citar vários casos dessa natureza, porém  a maioria foi por pura paixão como é o caso de Durvinha que se apaixonou por Virgínio, Lídia por Zé Baiano, Maria por Lampião, Nenê por Luiz Pedro, Eleonora por Serra Branca,  Naninha por Gavião, Aninha por Mourão, Catarina por Nevoeiro, Joana por Cirilo de Engrácia.
Alguns cangaceiros não concordaram com  a entrada das mulheres no cangaço como foi o caso de Balão que deixou depoimentos confirmando que as mulheres atrapalhavam as caminhadas dentro da mataria, principalmente quando ficavam grávidas. Os tiroteios diminuíram e Balão era um dos cangaceiros que gostava dos confrontos.
Para outros, com  a mulher no cangaço, os estupros diminuíram, a violência sem aparente razão  se atenuaram.
A verdade é que com a mulher no cangaço o movimento ganhou uma áurea romanesca, as histórias contadas sempre falam do amor entre casais famosos, no cinema, nos versos tantos eruditos quanto populares, no livreto de cordel, na arte plástica, na música, no teatro, na literatura, os romances sempre mexeram com a capacidade de imaginar o cavaleiro em seu cavalo alado salvando as mocinhas e donzelas para viverem o amor eterno.
A mulher cangaceira deixou para sempre na historiografia do nordeste brasileiro o nome da mulher sertaneja como sinônimo de mulher guerreira, bravia, independente, sem perder sua feminilidade, sua capacidade de amar, independente das circunstâncias.

Edson Barreto, Cangceira Dulce, João de Sous Lima e Maria  Cícera (irmá de Dulce e com 103 anos de idade)
João e a cangaceira Aristeia
João e Joana ( irmã de Dadá)
João e Rita (estuprada por Sabiá)
 João e Durvinha
João e Adília
João e Maria de Jurity
 João e Mocinha (irmã de Lampião)

João e Aristeia












obs: na primeira fotografia João e uma irmã da cangaceira Joana (Moça, de Cirilo de Engrácia)

domingo, 27 de novembro de 2011

João de Sousa Lima é noticia no Jornal Folha Sertaneja

 o Escrito João de Sousa Lima quebra o silêncio e fala sobre o polêmico livro do Juíz Pedro Morais:


Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
27/11/2011 - 00:28
Juiz Pedro Morais: Um Escritor Medíocre.
João de Sousa Lima*
O mundo do cangaço  despertou esses dias em pavorosa notícia, tudo por  culpa do Juiz aposentado, o senhor Pedro Morais que estaria lançando um livro onde aponta Lampião como Gay e Maria Bonita  como adúltera, digo que estaria lançando por que a família do cangaceiro moveu uma ação judicial  por se sentir ofendida com a falsa notícia do homossexualismo do Rei do Cangaço e a infidelidade de sua esposa Maria Bonita e a justiça de Sergipe proibiu a publicação e a comercialização do livro: Lampião - o Mata Sete.


Para os homens e mulheres que estudam o cangaço com seriedade e imparcialidade, salientando que não se trata aqui de homofobia ou qualquer outro tipo de preconceito, no cangaço não existiu casos de homossexualismo, nenhum estudo em todos os aspectos do fenômeno apontou essa prática.
Sobre  Maria Bonita ser adúltera já ouvimos vários absurdos principalmente um suposto caso dela com o homem de confiança de Lampião, o cangaceiro Luiz Pedro, tudo fruto da imaginação de pessoas que tentam macular a figura dessa sertaneja  sem ter argumentos nenhum que comprovem tais traições e os casos de traições no cangaço conhecemos todos e os resultados que foram gerados por tais atitudes.
Sobre Lampião um enrustido gay escreveu certa vez essa mesma história que ora se repete e que gerou problemas, uma  confusão generalizada e ate quase apanhando de uma das netas do cangaceiro,  reflexo de um estudo equivocado de um desajustado que por falta de coragem em assumir sua opção de vida tentou caluniar  outra pessoa.
Eis que agora chega com essa contradição um JUIZ, um Homem da Lei, acostumado julgar casos e sentenciar.
 Baseado em que depoimento histórico ele escreveu essa incoerência? Que referências ele pesquisou para citar como reais esses subsídios? Abalizado em que fundamentação lógica ele se apoiou?

Digo com certeza que o senhor Pedro Morais fundamentou suas pesquisas na arte da criação fictícia, fruto único do seu pensamento, fugindo à principal regra do verdadeiro pesquisador e historiador que é levantar fatos, analisá-los e confrontá-los.
O livro foi feito apenas com o pensamento de causar polêmica e ganhar dinheiro, eu mesmo faço questão de não tê-lo em minha biblioteca.
Como Juiz o senhor Pedro Morais deve ter usado suas sentenças baseadas no aprendizado de tantos anos de estudos, na imparcialidade de sua função e nas leis que julgam o certo e o errado, assim como  na visão da efígie  representativa  da balança que é segurada por uma pessoa cega, onde os pratos da justiça não pendem para nenhum dos lados.
Como escritor ele se perdeu na mediocridade da arte e desconhece o princípio básico dos verdadeiros homens que investigam a história.
Como pesquisador ele é a própria estátua que representa  a Lei: CEGA
João de Sousa Lima
Escritor e pesquisador.
 
* Da Redação:
O escritor e pesquisador João de Souza Lima é reconhecido nacionalmente como um dos pesquisadores mais sérios sobre o cangaço. Foi amigo de Moreno e Durvinha e, de quando em vez está almoçando com a cangaceira Aristéia, com quem já viajou para Brasília, Fortaleza e outros lugares para onde é convidado para fazer palestras. É membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, do Instituto Histórico e Geográfico - IGH, de Paulo Afonso, da Academia de Letras de Paulo Afonso - ALPA e de outras instituições de pesquisa. Também produz documentários em vídeo como o que narra a história do Cangaceiro Gato, um índio Pankararé da região de Paulo Afonso. Dentre vários livros sobre o tema cangaço, que publicou, destacam-se Lampião em Paulo Afonso (esgotado), Moreno e Durvinha, A trajetória guerreira de Maria Bonita, a Rainha do Cangaço, este já em 2ª edição e com uma edição produzida em braille em Macaé, no Rio de Janeiro. Tem ainda co-parcerias e vários outros livros. É referência para produtores de TV, jornais e revistas quando o assunto remete ao ciclo do cangaço no Nordeste brasileiro.

Antônio Galdino
Jornal Folha Sertaneja
Diretor

 Antonio Galdino (diretor do Jornal Folha Sertaneja) e João de Sousa Lima
a polêmica refletida em outros meios de comunicações.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

TV São Francisco (Rede Bahia) realiza reportagens sobre o turismo em Paulo Afonso.

 A TV São Francisco realiza uma série de reportagens sobre o turismo em Paulo Afonso, assim também como entrevistas com pioneiros da história da cidade, já tendo sido entrevistados Antonio Galdino, Claudio Xavier e Abel Barbosa.

Um dos pontos visitados foi o Museu Casa de Maria Bonita.
o Jornalista Pablo com João Lima e o cinegrafista Ailton.
A equipe da TV São Francisco no Museu Casa de Maria Bonita.
Abel Barbosa, o principal nome da emancipção politica de Paulo Afonso, recebeu  a equipe da TV São Francisco em sua residência.

Pablo, João e Ailton

domingo, 20 de novembro de 2011

Aristeia Soares: Uma Cangaceira Incansável.

 Aristeia Soares representa a longevidade da mulher sertaneja e hoje, diante dos quase 99 anos de idade é um capitulo vivo da história do nordeste.
Essa incansável mulher que não para um dia da vida para descansar e rejuvenesce quando fala em retornar para visitar sua casinha, no Capiá da Igrejinha, em Canapí, Alagoas e se prontifica de imediato.
diante de sua antiga moradia ela se emociona, relembra fatos, sente saudades de tempos idos.
Aristeia nasceu no dia 23 de junho (dia de São João) de 1916. Por perseguições e espancamentos da polícia foi obrigada seguir para o cangaço, mundo onde já se encontrava sua irmã Eleonora.

A Familia sempre reunida em torno da Matriarca quase centenária.
Sempre solícita para entrevistas e filmagens.
 Sorridente sempre, exprime sua alegria contagiando a todos.
As vezes o pensamento se perde no silêncio buscando as lembranças que ficaram no passado.


o Capiá da Igrejinha é para Aristeia um pedacinho do céu e lá ela pretende um dia descansar no eterno sono divino, talvez embaixo de alguma frondosa caraibeira, com seu amarelado tapete de flores douradas.


Agradeço a oportunidde de ser seu amigo e poder conhecer segredos e confidenciar fatos de minha vida. Ter Aristeia como amiga e confidente é prazeroso.
Aristeia Soares é sinônimo de sabedoria, fidelidade, amor, conhecimento, amizade.
Aristeia é a síntese da dignidade.
abençoada  seja Aristeia Soares

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Volantes e Cangaceiros

 Inácio Ferreira foi um dos soldados que participou do combate  que faleceu o cangaceiro Cacheado e foi fotografado com a cabeça do cangaceiro na frente da cadeia de Jeremoabo, a foto é a última dessa postagem.















Inácio com sua esposa e uma cunhada.















Soldados com a cabeça do cangaceiro Cacheado na delegacia de Jeremoabo.