sexta-feira, 9 de maio de 2014

ROTEIRO DO CANGAÇO EM PAULO AFONSO


       
ROTA DO CANGAÇO I

CASA DE MARIA BONITA

  • Saída – Paulo Afonso – Bahia
  • Lagoa do Mel
  • Baixa do Boi
  • Povoado Riacho
  • Serra do Umbuzeiro
  • Malhada da Caiçara
  • Casa de Maria Bonita

A casa fica situada no povoado Malhada da Caiçara, distante da sede do município 37 km As vias de acesso para a residência são:

Pelo povoado Riacho km 25, que é também chamada BR 110, entrando a esquerda, por estrada de chão, 12 km em direção a Malhada da Caiçara.

No trajeto, na altura do km 18, no povoado Baixa do Boi, encontra-se o ponto conhecido como Lagoa do Mel, local onde morreu Ezequiel Ferreira, irmão mais novo de Lampião e ainda à esquerda da Serra do Umbuzeiro, encontra-se a Casa de Dona Generosa, sendo ela uma das maiores coiteiras de Lampião e dona de um magnífico patrimônio com 04 casas e uma capela, local onde Lampião realizava os famosos bailes.
Em frente à casa de Generosa pode-se ver ainda a cruz de Zé Pretinho, coiteiro assassinado pela volante policial.

Outro trajeto é pela estrada que liga Paulo Afonso à Sergipe, na altura do povoado Xingozinho, 35 km da sede do município, a direita passando pelo povoado Salobro, fazenda Canoa e Sítio do Tara, percurso de 16 Km.

O terceiro acesso a Casa de Maria Bonita é pelo povoado Barriga que fica à 36 km da sede do município de Paulo Afonso, pela BR 110, entrando a esquerda e passando pelos povoados Baixa da Areia, Lagoa Seca, chegando a Malhada da Caiçara, perfazendo um total de mais 14 km nesse trecho, estrada de chão.

Obs. O roteiro está incluso na Associação de Guias de Turismo de Paulo Afonso, denominado Roteiro VI – Serra do Umbuzeiro, ofício 002/2004.


Dica: O almoço pode ser agendado no povoado Riacho onde é servido o tradicional bode assado.


ROTA DO CANGAÇO II



POVOADO VÁRZEA


  • Saída de Paulo Afonso – Bahia
  • Povoado Campos Novos
  • Povoado Nambebé
  • Povoado Macambira
  • Povoado Serrote
  • Lagoa do Rancho
  • Várzea


Saindo de Paulo Afonso passa-se no povoado Campos Novos distante, 15 km da sede e local onde nasceu morto e foi enterrado o primeiro filho de Lampião e Maria bonita.

Mais 06 km chega-se ao povoado Nambebé onde nasceram os cangaceiros Bananeira e Medalha e foi um dos grandes coitos de Lampião, depois de mais 05 km vem o povoado Macambira onde aconteceu a prisão do cangaceiro Passarinho, seguindo mais 04 km encontra-se o povoado Alagadiço, andando mais 03 km chega-se ao povoado Serrote local onde Lampião matou o jovem João de Clemente, mais 2,5 km chega-se ao povoado Lagoa do Rancho local onde Lampião matou o cangaceiro Sabiá depois que esse estuprou uma moça chamada Rita de 15 anos de idade, por último chega-se na Várzea povoado que é entrada pro Raso da Catarina. A Várzea foi um dos maiores coitos de Lampião e a casa de Aristeia, onde os cangaceiros realizavam os bailes, ainda encontra-se em pé e o coiteiro Arlindo Grande é uma das fontes de informações das histórias daquele tempo.

ROTA DO CANGAÇO III

  • Saída de Paulo Afonso – Bahia
  • Povoado Salgadinho
  • Povoado Juá
  • Brejo do Burgo


CASA DA CANGACEIRA LIDIA

 Saindo da sede, na direção da BR 210 entrando na altura do motel Paradise, andando 15 km chega-se ao povoado Salgadinho encontrando-se a casa onde nasceu a cangaceira mais bonita do cangaço, a Lídia, de Zé Baiano e ainda a casa do coiteiro João Garrafinha, seguindo mais 06 km chega-se ao povoado Juá, local onde houve o maior contingente de jovens para o cangaço, na região, podendo se ver ainda os escombros da casa de João Lima, morto a pauladas, pela volante policial, como sendo coiteiro de Lampião.

Obs. O roteiro pode ser estendido até o Brejo do Burgo, tribo indígena dos Pankararé, onde ocorreu a maior concentração de cangaceiros para os grupos e subgrupos.
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* ainda encontram-se vários remanescentes da época do cangaço, como familiares de Inacinha, Catarina, Mourão, Arvoredo, etc.


ROTA DO CANGAÇO IV

  • Saída de Paulo Afonso – Bahia
  • Povoado Arrasta pé
  • Povoado Santo Antonio
  • Povoado São José
  • Povoado Riacho

CASA DA CANCEIRA DURVINHA.
  
Saindo da sede pela BR 110, andando 04 km até a entrada da Vila Matias, passando depois pelo povoado Tigre, passando pelo povoado Salinas chegando até o povoado Arrasta pé, em um total de 21,5 km, local onde foi um dos maiores coitos de Lampião e seus seguidores e de onde saiu uma das cangaceiras mais famosas, a Durvalina Gomes de Sá, conhecida pela alcunha de Durvinha e que veio a falecer em junho de 2008.

No povoado arrasta-pé podemos ainda encontrar os escombros da casa de Durvinha, assim como vários familiares e remanescentes do cangaço.

Seguindo mais 15 km chega-se ao povoado Santo Antonio, onde se encontra a casa do senhor Argemiro, local onde Lampião almoçou por quatro vezes, existindo ainda, na frente da residência, um frondoso tamarindeiro que serviu de abrigo para os cangaceiros.

Segue mais 05 km até o povoado São José onde foi também um dos grandes coitos de cangaceiros, do São José passa pelos povoados Sítio do Lúcio, Bogó e sai no povoado Barriga já na BR 210, retornando mais 11 km chega-se ao povoado Riacho onde se pode desfrutar da gastronomia típica nordestina, saboreando a famosa carne de bode.

Obs. Esse roteiro pode ser acrescentado da visitação ao Museu Casa de Maria Bonita.

João de Sousa Lima                                                  
Idealizador                                                                 
Historiador e Escritor
Paulo Afonso, 09 de maio de 2014
POVOADO ALAGADIÇO

POVOADO BREJO DO BURGO

















quinta-feira, 8 de maio de 2014

JOÃO DE SOUSA LIMA POR MANUEL SEVERO

   

O Andarilho das Caatingas, João de Sousa Lima Por:Manoel Severo


Sílvio Bulhões, Neli Conceição e João de Sousa Lima

Acostumamos-nos a partir do inesquecível Caipira de Poço Redondo; Alcino Alves Costa, patrono de nosso Conselho Consultivo do Cariri Cangaço; a chamar estes valorosas homens e mulheres que dedicam suas vidas à pesquisa e aprofundamento do tema cangaço de "Vaqueiros da História". Quantas e quantas vezes no meio de uma sensacional prosa lá vinha o velho Alcino citando os tais vaqueiros da história.
Hoje rastreamos um desses vaqueiros da história, um cabra da peste, cheio de coragem e determinação, com faro para o novo, um verdadeiro desbravador das caatingas. Pesquisador e escritor renomado, membro da Academia de Letras de Paulo Afonso, Sócio da SBEC e GECC, além de Conselheiro Cariri Cangaço, falo do pernambucano João de Sousa Lima.

Na última semana deste mês de Abril, Joãozinho arrumou o matulão, poliu as esporas e os arreios e mais uma vez se mandou no "oco do mundo"; para rever amigos, matar saudades, recontar histórias. Hoje republicamos alguns momentos dessas andanças do amigo João, com fonte em seu espetacular blog: www.joaodesousalima.com
Primeiro João nos apresenta o Museu do Tingui : "O povoado Tingui, em Água Branca, Alagoas, ganhou um novo espaço de visitação e de promoção dos arquivos históricos e culturais da região, todo o acervo foi reunido por Paulo Soares de Oliveira e disponibilizado para visitação e pesquisa em sua própria residência. O Museu Casa Lúcio Braga tem um grande acervo dos ofícios da região. O espaço é merecedor de visitações e apoios, tanto pela quantidade e qualidade das peças, quanto pelo atendimento e simpatia do seu curador, Paulo Soares."
A passagem por Maceió não poderia deixar de lado uma visita marcante : "Dia 29 de abril de 2014, eu Josué Santana e Neli fizemos uma visita ao cangaceiro Vinte e Cinco (José Alves de Matos).José Alves encontra-se em recuperação de saúde. Sempre muito  educado não ligou muito para as observações de falar pouco e conversou com todos, agradeceu alguns presentes recebidos e falou da alegria de conhecer Neli, que é filha do casal dos cangaceiros Moreno e Durvinha. A família de José Alves é bastante educada e carinhosa e tivemos alguns minutos juntos em torno do último guerreiro do cangaço. SAÚDE E PAZ MEU AMIGO E QUE SUA RECUPERAÇÃO VENHA MUITO EM BREVE."
Dali mais uma visita inesquecível; fala João: “Eu, Nely e Josué fomos visitar o professor Sílvio Bulhões, em Maceió, Alagoas”. Sílvio é filho de Dadá e Corisco. No momento registramos o encontro de dois filhos de cangaceiros, pois a Nely é filha de Moreno e Durvinha. Sílvio nos atendeu educadamente e além de contar suas belas histórias sobre a memória dos pais, mostrou-nos um rico acervo com peças do cangaço e muitas fotografias, inclusive a bolsa de plástico e a caixa de madeira aonde vieram às cinzas da cremação de Corisco. Foi uma tarde e uma prosa memorável. obrigado Sílvio pela oportunidade. Grande abraço e felicidades.

Bem, poderia passar aqui mais algumas horas ou inúmeras postagens falando de João de Sousa Lima, mas esse dispensa comentários e apresentações, valeu João! Vamos em frente! Parabéns por tudo que faz e o faz com paixão.

Manoel Severo
Cariri Cangaço





quarta-feira, 7 de maio de 2014

PAULO AFONSO E A RUA DA FRENTE. - www,joaodesousalima.com

     
      PAULO AFONSO E A RUA DA FRENTE.

     Sou aficionado por nossas histórias. A história de nossa cidade,do poderio hidroelétrico através da geração de energia, do Rio São Francisco, da cachoeira de Paulo Afonso, dos personagens populares, políticos e folclóricos de nossa comunidade.
      Coleciono tudo que se refere à história do nosso município, porém o que mais me fascina é ver, compreender, descobrir, analisar nossa história através da fotografia. Um dos meus passatempos preferidos é vasculhar acervos, procurar velhos baús, correr atrás de fotos antigas que liguem nossas histórias passadas com nosso entendimento presente.
    Cheguei a Paulo Afonso em janeiro de 1970 e a primeira casa que morei foi na “Rua da Frente”, próximo a oficina de Rui das Molas, lá foi o primeiro emprego de minha irmã Bernadete. Depois nos mudamos pra outra casa mais acima. Lembro do posto de combustível que tinha ali, a estrada da Baixa Funda onde meu irmão passava todo dia pra ir ensinar no CIEPA. Lembro o sino da igreja matriz tocando, convocando os fieis para as missas, lembro meu pai Raimundo Piancó aguando a rua com um carro pipa, os soldados do exército tirando serviço na guarida da vila dos cabos e sargentos. Ficava admirado com os soldados marchando, correndo (anos depois servi naquela companhia, mais precisamente em 1983, soldado Sousa Lima, número 145, 2º pelotão de fuzileiros da 1ª Companhia de Infantaria)...   ... Mais o que mais me marcou naquele tempo foram as aulas na Escola Casa da Criança I.
     A Casa da Criança deixou entre outras coisas as lembranças dos vários amigos e das professoras dona Clarice (a professora mais sorridente, atenciosa e feliz que vi na vida), Natalice e dona Amanda Jatobá.
     A Rua da Frente foi um nome que ficou eternizado em minha memória, tanto por suas lembranças quanto por seu nome forte. Tão forte que seu nome oficial chamado Rua Getúlio Vargas, quase não faz parte de meu linguajar quando tenho que me referir a ela.
Recentemente o confrade e escritor Gecildo Queiroz escreveu um livro intitulado “A Rua Da Frente: Memórias de Um Tempo Que Nunca Morre”, onde narra suas reminiscências.    
O que quase ninguém sabe é que a Rua da Frente já teve outro nome e isso descobri recentemente. Vamos aos fatos:
Apaixonado por fotos que relembre minha cidade, sempre pesquiso em revistas, sebos, bibliotecas e sites sobre Paulo Afonso. Um dos sites que sempre procuro é o Mercado Livre e eis que realizando uma dessas buscas encontrei uma fotografia de uma britadeira com o título: “Fotografia de Zé Miron”. Todos da cidade conhecem ou já ouviu falar em Zé Miron, até por que o nome dele virou sinônimo de quem realiza fotos em família, festas, casamentos, aniversários. Todos falam: Bate a foto ai Zé Miron!
De imediato comprei a foto. Alguns dias depois a recebo em casa. Analisei a foto onde dois senhores estão próximos da britadeira , na tentativa de ver se reconhecia alguém. Quando observei o verso da foto fiquei surpreso com um carimbo com as legendas:

“FOTO SÃO JOSÉ
JOSÉ MIRON SIQUEIRA
RUA GONÇALVES MATHEUS, Nº 70
PAULO AFONSO – “BAHIA”

     Rua Gonçalves Matheus? Nunca havia ouvido ninguém citar essa rua em Paulo Afonso. Procurei meu amigo Assis Siqueira, filho de Zé Miron, pra ver se ele saberia onde era essa rua. Surpresa foi quando ele disse:
 - É a Rua da Frente.
 - Mais como? Sempre ouvimos falar que a Rua da Frente foi o primeiro nome dessa rua!
- Gonçalves  Matheus foi um engenheiro que veio trabalhar na Chesf e foi ele quem projetou a Rua da Frente, por isso a homenagem em nome dele!
Procurei mais informações sobre quem era Gonçalves Matheus e recorri ao conhecimento de Fernando Motta, escritor, engenheiro e ex-funcionário da Chesf. Motta falou:

- Gonçalves foi um auxiliar de Edmundo Ferrando de Seixas, que era administrador das obras da Usina Piloto em Forquilha.
Ambos eram funcionários da Divisão de Águas do Ministério da Agricultura e responsável pela construção da Usina Piloto. 
Todavia nunca soube que Matheus era engenheiro. Ele também ajudava Edmundo no controle da parte financeira.

 Aprendi ali mais um pouco da história de nossa cidade.
Que os livros, as páginas de nossa historiografia registrem mais esse capitulo.
    Através de uma simples mais tão importante fotografia um pouco mais de conhecimento, registros de uma época, fonte de informação para novas gerações, descoberta marcante através da arte de um fotografo que deixou seu nome gravado como um dos mais importantes profissionais das imagens de nossa cidade.
      A Rua Da Frente marcou profundamente minha trajetória de vida e eu jamais imaginaria que ela um dia tinha sido RUA: GONÇALVES MATHEUS.


João de Sousa lima
Historiador e escritor
Paulo Afonso, 14 de março de 2014.
Av. Getulio Vargas - acervo João de Sousa Lima

"Rua Da Frente" - acervo João de Sousa Lima

Guaritas de acesso as obras da CHESf - acervo João de Sousa Lima

segunda-feira, 5 de maio de 2014

MUSEU DO TINGUI.

Paulo, Nely, João Lima, Josué e Aldiro
        O povoado Tingui, em Água Branca, Alagoas, ganhou um novo espaço de visitação e de promoção dos arquivos históricos e culturais da região.
todo o acervo foi reunido por Paulo Soares de Oliveira e disponibilizado para visitação e pesquisa em sua própria residência.
     O Museu Casa Lúcio Braga tem um grande acervo dos ofícios da região.
    O espaço é merecedor de visitações e apoios, tanto pela quantidade e qualidade das peças, quanto pelo atendimento e simpatia do seu curador, Paulo Soares.













domingo, 4 de maio de 2014

NAS TRILHAS DO CANGAÇO: UMA VISITA A SÍLVIO BULHÕES

Sílvio Bulhões mostra um cacho do cabelo de Corisco
        Dia 29 de abril, eu, Nely e Josué fomos visitar o professor Sílvio Bulhões, em Maceió, Alagoas.
Sílvio é filho de Dadá e Corisco. No momento registramos o encontro de dois filhos de cangaceiros pois a Nely é filha de Moreno e Durvinha.
Sílvio nos atendeu educadamente e além de contar suas belas histórias sobre a memória dos pais, mostrou-nos um rico acervo com peças do cangaço e muitas fotografias, inclusive a bolsa de plástico e a caixa de madeira onde vieram as cinzas da cremação de Corisco. foi uma tarde e uma prosa memorável. obrigado Sílvio pela oportunidade. grande abraço e felicidades.

cacho de cabelo de Corisco

cabelo de Corisco

quadro dos pais exposto em sua casa

Silvio Bulh

Silvio Bulhões, João de Sousa Lima e Nely

balas encontradas em um coito de Corisco

balas e caixa que transportou as cinzas do corpo de Corisco

Silvio  e Josué Santana

documento do crematório