quinta-feira, 28 de maio de 2015

PAULO AFONSO SERÁ MATÉRIA DA TV BAHIA


    A JORNALISTA ANA VALÉRIA ESTEVE EM PAULO AFONSO REALIZANDO UM PROGRAM PARA A TV BAHIA.
O PROGRAMA IRÁ AO AR DURANTE O SÃO JOÃO E FOI DIVULGADO OS ATRATIVOS TURÍSTICOS, HISTÓRICOS E CULTURAIS DA CIDADE.


terça-feira, 12 de maio de 2015

NOVO LIVRO DO CANGAÇO NA PRAÇA



o mais recente trabalho do amigo e escritor Sabino Bassetti, Lampião, o cangaço e seus segredos, está sendo comercializado por R$ 40,00 e R$ 45,00 com o frete para qualquer lugar do Brasil.
para adquirir:

João de Sousa Lima
B. Brasil
ag- 0621-1
cc- 25293-X

75-8807-4138
joaoarquivo44@bol.com.br

segunda-feira, 11 de maio de 2015

CULTURA EM AÇÃO - A EXPOSIÇÃO DE HILSON COSTA EM FOTOS

a banda marcial com Genivaldo e Keyla abrilhantaram o evento



     A exposição do artista plástico Hilson Costa levou amigos, artista e pessoas interessadas pela arte. O local escolhido para  mostra foi o Espaço Cultural Raso da Catarina, que recentemente passou por uma reforma e agora funciona como mais um espaço destinado ao artista da terra que queira expor seus trabalhos. As telas estarão expostas e abertas a visitação de todos, até o final do mês de maio.
As telas em papel prensado com as pinturas em guache, representando lugares e paisagens históricas de Paulo Afonso, mostra uma nova visão do artista e arquiteto Hilson que tem vários trabalhos espalhados pela Cidade.
presença e Neto e sua Filha

artistas da terra

Abertura oficial


visitação na abertura

Hilson recebendo amigos

Luiz Ruben, Haroldo e Francisco da ALPA

presença feminina foi maioria na  exposição

João, Hílson, Oscar e Vilma

telas representando o vaqueiro nordestino

Osvalny, Lígia, Bernadete, João, Galdino (Folha Sertaneja), Vilma e Oscar

João de Sousa Lima e sua família

Albany e sua filha Andreia com as netas e o genro

Hilson recebe amigas

Finha Galdino com a família



Chucky marcando presença



visitação de todas as tribos



Luciano Moura

Tata e suas amigas



o desenhista Welson

Zélia, Dinha, Jô e Clarinha

Hilson com amigos

Representante do Clã Amaral e amigas

um dos quadros que mostra e o Parque Belvedere e sua eterna kombi
Escritores da terra


terça-feira, 5 de maio de 2015

CULTURA EM AÇÃO: Hilson Costa expõe aquarelas no Espaço Cultural Raso da Catarina



    

Hilson Costa expõe aquarelas no Espaço Cultural Raso da Catarina

Vai começar no sábado, dia 9 de Maio, com abertura às 19:30 horas, a exposição de aquarelas do pintor e arquiteto pauloafonsino Hilson Costa que trabalha, há anos na Chesf em Aracaju.
Seus quadros mostram paisagens e pessoa da região de Paulo Afonso, onde nasceu.  Há belos quadros da Cachoeira de Paulo Afonso, Angiquinho, do Espaço Cultural Lindinalva Cabral, a ponte D. Pedro II e o belíssimo cânion do rio São Francisco em Paulo Afonso, além de ruas da cidade e outras paisagens urbanas.
Chama a atenção a aquarela que Hilson Costa faz destacando a Kombi de seu Nestor que, há mais de 30 anos está na paisagem do Parque Belvedere onde os turistas encontram água de coco, rolete e caldo de cana.
A paisagem rural de Paulo Afonso também mereceu a atenção dos pincéis de Hilson Costa que mostra a figura imponente do vaqueiro, em várias situações que dão a nítida impressão de movimento.  Numa sequência de 5 quadros mostra esta figura, o vaqueiro considerada por Ariano Suassuna como “o príncipe das caatingas,”.
Um quadro mostra uma criança tirando água do rio para encher os reservatórios transportados pelo jumento do sertão, animal quase extinto, substituído pela motos, mas há muitos outros todos mostrando a criatividade de Hilson Costa que é o autor dos grandes painéis que existem no Memorial Chesf, na Usina Paulo Afonso IV e na Usina de Xingó.
As pinturas permanecerão no Espaço Cultural Raso da Catarina, do dia 09 de maio (sábado) até o final do mês, segundo informa João de Sousa Lima, diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de Paulo Afonso.





quarta-feira, 29 de abril de 2015



      NAS TRILHAS DO CANGAÇO:
O LOCAL DA MORTE DE LIVINO  FERREIRA E A CEGUEIRA DE LAMPIÃO.
                                                                      * Por João de Sousa Lima

     Dia 25 de abril de 2015, eu e Josué Santana, nos dirigimos a cidade de Calumbí, Pernambuco, para nos encontrarmos com o amigo Lourinaldo Teles, que nos convidou para participar de uma reunião com os membros do IHG- Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú, com sede em Serra Talhada. A reunião serviu para que Lourinaldo pudesse apresentar seu material encontrando onde houve os famosos combates dos cangaceiros, fatos acontecidos na região que compreende Serra Talhada, Calumbí, Flores, Ibimirim e outros pontos próximos. Além das escavações, Lourinaldo vem catalogando punhais que foram do cangaço e escrevendo um livro sobre os fatos que lhe são narrados por pessoas que viveram a época. Em vários momentos acompanhei Lourinaldo Teles nessas buscas e conhecer o local da morte de Livino Ferreira era uma das lacunas de minhas caminhadas nas estradas das pesquisas. Estivemos no lugar 90 anos depois do acontecido. Nos escombros da casa de dona Generosa encontramos pedaços de louças e uma peça que segura a bandoleira das armas
      Em 1925 Lampião passou na fazenda Melancia, em Flores, Pernambuco. A visita de Lampião à roça aconteceu para ele dar uma lição em Zé Calú, acusado por José Josino de Gois, de manter relações sexuais com as filhas.
Lampião prendeu no curral várias pessoas que passavam com destino a feira da cidade.
Lampião ordenou amarrarem Zé Calú pelos testículos, no esteio do telhado, com corda de coro trançado e os cangaceiros  suspendiam o agonizante senhor que desmaiou de dor e assim escapou da morte certa.
Logo após esse castigo os feirantes anunciaram na cidade o que havia acontecido com Zé Calú e  o delegado Vitoriano telegrafou para a cidade de Princesa Isabel pedindo reforços. De Princesa seguiu um caminhão com 16 soldados sob o comando dos sargentos José Guedes e Cícero de Oliveira.
Na localidade chamada Baixa do Tenório (sítio do coiteiro José Josino de Gois, coiteiro de Lampião) houve um confronto e o sargento Cícero de Oliveira foi baleado e morto.
O capitão José Caetano e o tenente Higino Belarmino de Morais ouviram os tiros e seguiram para Flores onde foram informados pelo delegado sobre a passagem dos cangaceiros e a perseguição acontecida pelos soldados.
    À frente das volantes ia o nazareno David Gomes Jurubeba e o combate foi inevitável. Os cangaceiros estavam próximos a casa de Generosa Teles (tia de Lourinaldo Teles).
     David Gomes Jurubeba deixou o depoimento de que foi ele quem atirou em Lampião e a bala estraçalhou um pé de quipá e os minúsculos espinhos teriam cegado o olho direto de Lampião.
Enquanto Lampião agonizava com a vista ensanguentada, seu irmão Livino, próximo a um umbuzeiro foi baleado pela volante. Os cangaceiros bateram em retirada tirando o baleado do meio do tiroteio e depois  mandaram chamar Generosa para cuidar do ferido.
Livino não suportou o ferimento e morreu sendo enterrado em uma gruta. Lourinaldo Teles esteve recentemente nessa gruta.
Sabe-se que Pedro, filho de Espreciosa, mulher que cozinhava para Lampião, foi quem ajudou no tratamento de Livino e também em seu sepultamento e, tempos depois, retirou os ossos do irmão do Rei do cangaço e os enterrou em Conceição de dentro, próximo a cova de José Paulo, primo dos Ferreiras, esse assassinado por Clementino Quelé.
O velho umbuzeiro que viu o irmão de Lampião ser baleado e morto, ainda está lá, imponente, ao lado da cerca de madeira que representa a época. São dois robustos e emaranhados de quase mortas células vegetais enfincados no chão, como lembranças tétricas de cenas vividas no passado, onde o aço veloz, certeiro, dilacerante, rasgou as carnes, mortalmente, de um moço-homem que acompanhou seu irmão nas veredas incertas do cangaço.




João de Sousa Lima é membro da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso e membro da SBEC -  Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.
Paulo Afonso, 28 de abril de 2015
por tras a serra onde Livino foi enterrado

escombros da casa de Generosa Teles.

o local da morte de Livino ferreira

a cerca onde Livino estava amparado

Adicionar legenda

estrada onde os cangaceiros e as volantes passaram

umbuzeiro onde os cangaceiros ficaram

material encontrado no lugar



reunião do Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú, com material de Lourinaldo

punhais de Lourinaldo