segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Chesf promove 1ª Tarde Literária em Paulo Afonso e traz Jessier Quirino - www.joaodesousalima.blogspot.com - jornal folha sertaneja



Chesf promove 1ª Tarde Literária em Paulo Afonso e traz Jessier Quirino
Evento realizado no Memorial Chesf, dia 26/11/2015
 A promoção da 1ª Tarde Literária da Chesf em Paulo Afonso nos levou a outros tempos em que a hidrelétrica promovia, periodicamente, grandes eventos culturais nesta cidade onde toda a história da hidrelétrica começou. E foram muitos, desde várias “aulas espetáculo” de Ariano Suassuna aos “Brincantes” – a energia da cultura popular – que, com grande estrutura montada na área externa do Centro de Cultura Lindinalva Cabral trouxe a cultura de várias regiões de Pernambuco fascinando a comunidade por vários dias.
Os escritores demonstraram sua alegria de ver a grande Chesf retornar seus olhos para Paulo Afonso, seu berço, apoiando eventos culturais. Em cada um dos escritores pauloafonsinos convidados para a 1ª Tarde Literária da Chesf reapareceu a esperança de que esse projeto seja apenas o primeiro de muitos.
Foto: João Bosco
Memorial Chesf Paulo Afonso
 O evento da Chesf, realizado no Memorial Chesf de Paulo Afonso é uma promoção da empresa através da Superintendência de Recursos Humanos, do Recife e gerenciada em Paulo Afonso pela Administração Regional, hoje sob os cuidados de Augusto Cezar. Coube ao Serviço Técnico Operacional - SPTO, coordenado por Rosângela Menezes e com a técnica Ana Lúcia Magalhães dar vida ao projeto em Paulo Afonso.
Foram convidados os escritores:
Foto: João Bosco
Escritor Antônio Galdino da Silva
 - Antônio Galdino da Silva, autor de 5 livros, voltados para o resgate da história e da memória de Paulo Afonso e região e seus pioneiros, sendo o mais recente “De Forquilha a Paulo Afonso – Histórias e Memórias de Pioneiros, lançado no ano 2014. Antônio Galdino é escritor, membro da Academia de Letras de Paulo Afonso - ALPA e do Instituto Histórico e Geográfico – IGH, poeta, professor, aposentado da Chesf, diretor do jornal Folha Sertanjea. É Especialista em Turismo, pela UNEB e Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Internacionald e Lisboa – Portugal, cuja tese discorre sobre o Turismo em Paulo Afonso e na Região dos Lagos do rio São Francisco.
Foto: Antônio Galdino
Escritor João de Sousa Lima

- João de Souza Lima, autor de 13 livros, a maioria deles de resgate à história do cangaço, fundamentado em riquíssimo acervo de pesquisa de fotos, depoimentos e peças desse período. Para escrever o seu primeiro livro “Lampião em Paulo Afonso” o pesquisador, bacharel em História pela Uniasselvi, percorreu mais de 12 mil quilômetros de estradas no interior de Paulo Afonso, em uma moto, onde localizou 47 cangaceiros do bando de Lampião saídos das terras pauloafonsinas. O seu livro mais recente é “Lampião, o Cangaceiro” lançado no ano 2015.
Foto: Antônio Galdino
Da Esq: Escritores Roberto Ricardo e Edson Barreto
 - Edson Barreto e Roberto Ricardo. Cada destes escritores, professores, membros da Academia de Letras de Paulo Afonso - ALPA e do Instituto Histórico e Geográfico – IGH, têm vários livros mas decidiram escrever juntos uma coletânea de poesias, publicadas no livro “Versos Diversos em Verso e Reverso”, criado em 2011 pelos dois escritores e poetas, mas somente lançado em Novembro de 2014, durante a I Bienal do Livro de Paulo Afonso. Edson Barreto é professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Roberto Ricardo é professor aposentado da Chesf e do Estado da Bahia, tendo trabalhado por dezenas de anos no COLEPA e no CIEPA, hoje CETEPI -1.
Foto: Antônio Galdino
Escritora Jovelina Ramalho
- Jovelina Ramalho, professora aposentada da Chesf e do Colégio Polivalente tem se destacado com a apresentação de textos e poesias em eventos da cidade. Produziu, em 1992, o livro de poesias “Verso e Reverso” e o livro de cordel chamado “Chesf e Paulo Afonso – Progresso e Tesão nos fios de Extensão”, onde conta a história vitoriosa da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, numa linguagem popular. Jovelina Ramalho é corista do Coral Chesf e, aposentada, decidiu fazer o Curso de Direito, na FASETE, concluído quando tinha 60 anos, “mais como uma realização pessoal”.
Todos esses autores são membros da Academia de Letras de Paulo Afonso - ALPA. Também foram convidados os autores, futuros acadêmicos da ALPA:
Foto: Antônio Galdino
Escritor Gecildo Queiroz
 - Gecildo Queiroz, jovem professor de Redação, Gecildo, filho de chesfiano, resgata em seu segundo livro a “Rua da Frente” (2012), a primeira rua da Vila Poty, ainda hoje lembrada com orgulho pelos pioneiros. O seu primeiro livro foi de poesias, livro no formato de bolso. Ele sabe que as pessoas têm dificuldade de ler e de comprar livros nas livrarias e criou um estilo próprio que deu certo: levou uma mesinha e uma banqueta e passou a vender os seus livros no meio da rua ou em um cantinho do Supermercados Suprave, cedido por Sebastião Leandro, um amante da cultura. Vendeu 3 mil livros e continua escrevendo como o fez em “Melhorar Incomoda”(2013).
Foto: Antônio Galdino
Escritor Jotalunas Rodrigues Barros
- Jotalunas Rodrigues Barros, acadêmico da FASETE onde concluiu o Curso de Letras, Jotalunas associou-se com outro escritor, Luiz Rubem e produziu um projeto chamado Na Mala do Poeta, levado com sucesso às praças e clubes sociais onde apresentava os poetas da região mesclado com a boa música regional. Asvárias apresentações que fez resultou em duas antologias de poetas pauloafonsinos, lançadas em livro, CDs e DVDs. Tem lamentado a parada desse projeto, por falta de apoio de instituições públicas e privadas. Em 2013, publicou o livro de poesias, “Correntes de Algodão”.
Foto: Antônio Galdino
Escritor Luiz Ruben Bonfim
 - Luiz Rubem Bonfim escritor de 15 livros, que trazem as histórias do cangaço, da Estrada de Ferro Paulo Afonso (dois livros) e histórias sobre a trajetória de Delmiro Gouveia, Angiquinho e região sertaneja. Várias de suas obras estão alicerçadas na pesquisa de jornais da época, onde tem descoberto informações preciosas.

Cada destes escritores falou sobre sua produção literária, especialmente da sua obra mais recente para um público formado por chesfianos e familiares na sua maioria.
Foto: Antônio Galdino
Jessier Quirino
Jessier Quirino, a alegria das histórias sertanejas
A grande surpresa para os escritores foi a presença do escritor, poeta, contador de causos, Jessier Quirino, trazido pela Chesf e muito admirado por todos.
Durante mais de uma hora Jessier alegrou a todos com suas histórias e seu jeito de contar estas histórias sertanejas. Foi um grande presente que a Chesf ofereceu aos seus empregados de Paulo Afonso, embora muitos não foram prestigiar esse momento especial da empresa, e grande alegria para cada um dos escritores que também se sentiram presenteados por este ato da Chesf.
Jessier Quirino é paraibano de Campina Grande, arquiteto de formação acadêmica e poeta, escritor, contador de causos como ninguém. Impossível assistir a uma apresentação de Jessier e não se deixar envolver e rir muito de suas histórias.
 Com vasta produção literária que vai dos dois volumes de Paisagem do Interior ao mais recente, Papel de Bodega, passando por Bandeira Nordestina, Berro Novo, Prosa Morena, Política de Pé de Muro, Agruras da Lata Dágua. Mas ele faz uma incursão interessante em “uma história que trata da preservação das espécies e do meio ambiente, numa leitura a partir do clássico Chapeuzinho Vermelho”, ao escrever Chapéu Mau e Lobinho Vermelho.
Foto: Antônio Galdino
Jessier Quirino no Memorial Chesf Paulo Afonso - 26/11/2015
Sobre ele se fala: “É impressionante o domínio que tem Jessier da liguagem coloquial do povo pobre que habita as cidades pés-de-serra desse imenso país chamado Sertão”.
Do seu primeiro livro, Paisagem do Interior, ao CD Bandeira Nordestina, a evolução da poesia de Jessier é marcada pela consolidação da beleza de um estilo com força para resgatar tradicionais figuras literárias da arte popular nordestina”.
“Quem lê Paisagem de Interior, poema título e carro-chefe desta primeira incursão editorial de Jessier, tem diante de si o universo visual de sua poesia e, por certo, observa sua incrível capacidade de descrever, em versos, as tramas e os atores da cena interiorana.”
“Há poemas que, como diria João Cabral, pedem para ser ditos “em voz alta”. Toda Poesia de Jessier Quirino é assim, não se contenta com leitura silenciosa e transborda numa oralidade compulsória.”


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